quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

MUSEUS BRASILEIROS ACESSÍVEIS

SELEÇÃO DE PROJETOS FUTURE FIRST


HSBC SOLIDARIEDADE APOIA PROJETOS PARA CRIANÇAS DE RUA

Instituições interessadas devem se inscrever até o dia 17 de fevereiro



O Instituto HSBC Solidariedade, que representa o pilar social da sustentabilidade do Grupo HSBC no Brasil, tendo como responsabilidade gerir o investimento social, está com inscrições abertas até 17 de fevereiro para Seleção Future First: projetos que ofereçam abrigo e educação formal ou informal a crianças em situação de rua ou moradoras em instituições de abrigamento (casas lares, repúblicas ou albergues).

O Future First é um programa global do grupo HSBC, com duração de 5 anos (2007 a 2012), e investimento total de 10 milhões de dólares, que visa atender um milhão de crianças nesse perfil, beneficiando projetos nos 85 países nos quais o banco está presente e que vivenciam essa realidade. O Instituto HSBC Solidariedade é o coordenador do processo para a América Latina e o responsável pela validação das inscrições dessa região.

Para garantir a alta qualidade dos projetos selecionados, o processo - de rigorosa avaliação - é feita de forma individual e única em todo mundo. Para isso, a primeira etapa acontece na Índia e é finalizada no Reino Unido, matriz do banco. Por tais motivos, o formulário de inscrição deve ser escrito em inglês, impreterivelmente.

O orçamento por projeto é de até 25 mil dólares/ano. O apoio pode acontecer de 01 a 03 anos, dependendo do que a organização solicitar e o Comitê considerar adequado. No entanto, a liberação da 2ª e 3ª parcela/anos estão vinculadas aos resultados do ano anterior.

Serão aceitos projetos sob responsabilidade de organismos não governamentais e comunitários, legalmente constituídos no país, sem fins lucrativos, que atuem no Terceiro Setor. Organismos governamentais podem apresentar projetos por meio de suas fundações e associações.

O regulamento completo e o formulário de inscrição estão disponíveis no site e os projetos devem ser enviados para o e-mail hsbc.solidariedade@hsbc.com.br, assunto "Projeto Seleção Future First 2009", impreterivelmente até as 17h do dia 17/02/09 (horário de Brasília). O resultado da seleção será divulgada no dia 30 de março, no site do Instituto HSBC Solidariedade:
http://www.porummundomaisfeliz.org.br.

De acordo com a UNICEF, é difícil pesquisar o número de crianças em situação de rua, mas estima-se que se aproxime dos 100 milhões em todo o mundo. A iniciativa de incentivo a projetos por parte do Instituto HSBC Solidariedade faz parte da política da organização e do Grupo HSBC no Brasil e no Mundo, que prima pela realização de ações relacionadas aos seus três focos de atuação: Educação, Meio Ambiente e Geração de Renda para Comunidade. Seu objetivo primordial é de contribuir efetivamente para melhorar a formação integral do ser humano, valorizando ações que promovam a ética, a autonomia, o conhecimento, a liderança, a solidariedade e a sustentabilidade. Instituto HSBC Solidariedade: transformando vidas e lugares por um mundo mais feliz.

SEMINÁRIO ESTADUAL FDCA-RS

SEMINÁRIO ESTADUAL FDCA-RS
"Vamos construir, a partir de diferentes olhares, uma análise coletiva da caminhada de 18 anos de história do Estatuto da Criança e do Adolescente e projetar novos passos para 2009"
Data: 19 e 20 de março de 2009
Local: Convento dos Freis Capuchinhos
Rua Paulino Chaves, 291. Santo Antônio do Partenon. Porto Alegre - RS
Mais informações:
Telefone: (51) 32234365 com Irmã Sheila

CONGRESSO DE GESTÃO EDUCACIONAL

VII CONGRESSO BRASILEIRO DE GESTÃO EDUCACIONAL
A Gestão Focada em Resultados
Data: 25 a 27 de março de 2009
Local: Hotel Maksoud Plaza. São Paulo - SP
E-mail: humus@humus.com.br
Site: www.humus.com.br/geduc

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

EDIÇÃO EM BRAILLE DO LIVRO REVELANDO AUTORES EM BRAILLE


SONHO REALIZADO

SAI EDIÇÃO EM BRAILLE DO LIVRO REVELANDO AUTORES EM BRAILLE



O Projeto Luz & Autor em Braille que integra o Eixo 2 do PNLL - Projetos Sociais de Leitura (http://www.pnll.gov.br/), desenvolvido na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga/DF tem uma grande e esperada novidade: a Fundação Dorina Nowil para Cegos, em São Paulo, acaba de enviar à biblioteca três exemplares do livro que tem produções de 83 cegos do DF e minibiografias de 58 escritores brasilienses participantes desse projeto.

Desde 2001, quando foi lançado o livro à tinta em Cuba e em Brasília (no Teatro Nacional), que os usuários da biblioteca sonha com a edição em Braille, para que cada um dos participantes tenha o prazer de ler, com os dedos, a sua produção e a de seus companheiros. Uma edição gravada foi feita, em 2008, pela voluntária Mery. Um painel da inclusão "Revelando Autores em Braille", com o mesmo nome do livro resultante do Projeto Luz & Autor em Braille foi montado na biblioteca.

Mas, nada se iguala à realização de ter o livro, agora, em Braille, para empréstimos. Foi uma espera de oito anos, com várias tentativas junto ao Senado Federal, para ter essa edição especial. Cada exemplar tem 3 partes, pois os livros em Braille são bem volumosos. Textos que falam de Brasília/Brasil, temas sociais, textos que falam sobre natureza, sobre o amor e histórias de vidas são encontrados nessa obra literária, que já teve reconhecimentos relevantes.

Segundo a autora do projeto e organizadora do livro, Dinorá Couto Cançado, voluntária na biblioteca há 13 anos, a alegria serámultiplicada quando conseguirem o apoio/patrocínio para terem uma edição bem maior, a ser feita na própria Fundação Dorina Nowill, de modo que cada autor do livro possa ter o seu livro em mãos. No ano que se comemora o bicentenário de Louis Braille, todos os esforços serão feitos. Vale dizer que uma pesquisa sobre leitura como fator de inclusão social está prestes a ser concluída, envolvendo os deficientes visuais do Distrito Federal.

CURSO DE AUXILIAR DE FARMÁCIA

CÍRCULO OPERÁRIO CAXIENSE OFERECE
CURSO GRATUITO DE AUXILIAR DE FARMÁCIA


O Círculo Operário Caxiense está oferecendo o Curso de Auxiliar de Farmácia gratuitamente.
Data: a partir de 10 de março de 2009 (terças e quintas-feiras)
Horário: 13:30 às 17:30
Local: 2º andar do Edifício do Círculo Operário Caxiense
Rua Visconde de Pelotas, 809. Centro. Caxias do Sul - RS

Para realizar o curso, o candidato deve ter idade mínima de 18 anos e ter concluído o Ensino Médio ou estar cursando o 3º ano do Ensino Médio.

As inscrições podem ser feitas de 13 a 27 de fevereiro de 2009 pelo telefone (54) 2101-0007 ou na Assistência Social do Círculo (Galeria JC: Rua Visconde de Pelotas, 809. Centro. Caxias do Sul - RS).

Deverá ser marcado horário para entrevista. Para efetuar a inscrição, o candidato deverá apresentar os seguintes documentos: carteira de identidade ou CPF; talão de luz ou água; comprovante de renda de todos os trabalham na casa onde mora; atestado ou histórico de escolaridade (obrigatório) e uma foto 3x4.

EVENTOS SOBRE IMUNOLOGIA

1st SÃO PAULO IMMUNOLOGY GRADUATE COURSE
Data: 16 a 18 de fevereiro de 2009
Local: Depto. de Imunologia do ICB (Av. Prof. Lineu Prestes, 1730). São Paulo - SP

SYMPOSIUM “RESEARCH ADVANCES AND PROGRESS IN IMMUNOLOGY”
Data: 19 de fevereiro de 2009
Local: Anfiteatro de Convenções Camargo Guarnieri
Rua do Anfiteatro, 109. Cidade Universitária, USP. São Paulo - SP

Mais informações:
Telefone: (11) 3091-7390
Site: http://www.icb.usp.br/~imunoicb

"INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA"

DEFINIDO O TEMA DA
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE SÍNDROME DE DOWN


Está definido o tema da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down - FBASD para o Dia internacional da Síndrome de Down que, nesse ano, é ainda mais significativo pelo aniversário de 50 anos da descoberta da trissomia do cromossomo 21, por Jèrôme Lejeune.

"INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA", é a frase escolhida e que resume para o que trabalhamos, o que esperamos e o que devemos oferecer aos nossos filhos e filhas e parentes com Síndrome de Down.

Um ano depois da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reafirmamos o direito à Inclusão Social plena de todas as pessoas. Inclusão essa garantida pela lei e que deve ser exercida e cumprida pelos governos e por toda sociedade.

Nosso objetivo é que as pessoas com Síndrome de Down tornem-se cidadãos respeitados, plenamente inseridos e tenham o direito à autonomia que só acontece em um contexto inclusivo, desde antes do nascimento, passando pelo processo escolar em classes comuns da escola regular e chegando aos anos da maturidade com direitos e deveres idênticos a qualquer outra pessoa e como sujeitos de direitos, aptos para fazer suas escolhas e viver a sua vida e quando necessário com o devido apoio

A Convenção será também motivo de comemoração nessa semana do Dia Internacional, pois todos os seus artigos consagram esses direitos pelos quais tanto lutamos e que tanto precisamos para que as pessoas com deficiência intelectual e todas as pessoas com deficiência tenham acesso a uma vida digna, autônoma e independente.

INCLUSÃO PARA A AUTONOMIA, vamos divulgar essa frase, pois ela é a chave para a acessibilidade, para que os familiares confiem em seus filhos e parentes com Síndrome de Down e para que tenhamos ainda mais estímulo para lutar para que as leis sejam cumpridas.


Claudia Grabois - Presidente
Fabio Adiron - 1° Relações Públicas

E-mail: presidentefbasd@gmail.com

TEATRO CASOS DE FAMÍLIA

TEATRO DO OPRIMIDO APRESENTA CASOS DE FAMÍLIA


O Núcleo de Estudos do Teatro do Oprimido de Porto Alegre (Neto) irá apresentar o espetáculo Casos de Família, dentro do projeto As Várias Faces da Opressão. A montagem é resultado da oficina Teatro - Fórum, baseada no método do Teatro do Oprimido, do teatrólogo Augusto Boal. O espetáculo é formado por três esquetes que abordam os temas violência familiar e homofobia. Celso Veluza dirige o elenco formado por Tania Andolhe, Francisco dos Santos, Claudionir Borges, Ivanete Pereira dos Santos, Carmen Suzana Maioli, Ana Paula Dominski, Gustavo Pires Corrêa, Miriane Castilhos Oliveira, Jaqueline Mejolaro, Ana Paula Quodagnin e Angela P. Escosteguy.

Teatro-Fórum é um espetáculo baseado em fatos reais, onde personagens, oprimidos e opressores, entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses. No confronto, o oprimido fracassa e o público é convidado (pelo facilitador da encenação) a entrar em cena e substituir o protagonista, em busca de alternativas para a solução do problema. É um jogo artístico e intelectual entre artistas e espectadores.

Casos de Família - Núcleo de Estudos do Teatro do Oprimido (Neto)
Data: 5 de fevereiro de 2009
Horário: 20h
Local: Sala 502 da Usina do Gasômetro
Av. Presidente João Goulart, 551. Centro. Porto Alegre - RS
Entrada franca, com distribuição de senhas a partir das 19:30.

CONFERÊNCIA SOBRE PORTAIS CORPORATIVOS

11º CONFERÊNCIA SOBRE PORTAIS CORPORATIVOS
Data: 24 e 25 de março de 2009
Local: Hotel Pergamon (Rua Frei Caneca, 80). São Paulo - SP
Mais informações:
Telefone: (11) 3017-6888
E-mail: comunicacao@ibcbrasil.com.br
Site: http://www.informagroup.com.br/event/show/id/584#topo

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

“PÁTRIA MADRASTA VIL”

REDAÇÃO DE UMA ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre "Como vencer a pobreza e a desigualdade". A redação de Clarice intitulada "Pátria Madrasta Vil" foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.



“PÁTRIA MADRASTA VIL”


Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade.

Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não prendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a obreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos...

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

LIVRO ACESSÍVEL UNIVERSAL


LIVRO ACESSÍVEL UNIVERSAL
Site: http://www.livroacessivel.org

TECNOLOGIA, GESTÃO DA INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO EM SAÚDE PÚBLICA

SEMINÁRIO SOBRE TECNOLOGIA, GESTÃO DA INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO EM SAÚDE PÚBLICA: COMPARTILHANDO EXPERIÊNCIAS
Data: 4 e 5 de fevereiro de 2009
Local: Brasília - DF
Mais informações:
http://www.ensp.fiocruz.br/informe/anexos/sem_opas.pdf

PROGRAMA DE ESTÁGIO ANDEF

PROCESSO DE SELEÇÃO PARA SETOR DE SAÚDE 2009

O setor de Recursos Humanos da Andef abriu as inscrições para a seleção de acadêmico bolsista 2009 para os setores de Hidroterapia, Ginásio Geral de Fisioterapia e Ginásio Infantil de Fisioterapia.

Os interessados deverão entrar em contato com o setor de RH da Andef, pelo e-mail: andef.rh@terra.com.br. No assunto do e-mail deve colocar "Processo de Seleção Acadêmico Bolsista 2009", além de enviar em anexo o currículo e telefone para contato.

Mais informações:
Telefone: (21) 3262-0050

REVISTA ECOS


REVISTA ECOS LANÇA EDIÇÃO COMEMORATIVA DE 15 ANOS

Lançamento da 28ª edição da Revista Ecos de Saneamento Ambiental
Data: 4 de fevereiro de 2009
Horário: 15:30
Local: Estação de Bombeamento de Esgotos Ponta da Cadeia
Av. Loureiro da Silva, 200, próximo à Usina do Gasômetro. Centro. Porto Alegre - RS

A Ecos é uma publicação de 40 páginas, com tiragem de cinco mil exemplares. A revista traz reportagens, entrevistas e artigos técnicos sobre saneamento ambiental. A maioria das etapas de elaboração, incluindo edição e produção de matérias, rodagem e distribuição, são realizadas no DMAE.

A distribuição é gratuita para cinco mil assinantes em todo o Brasil e no exterior. Interessados em receber a Ecos devem enviar e-mail para ecos@dmae.prefpoa.com.br, informando nome e endereço completo.

Mais informações:
Site: http://www.dmae.rs.gov.br

DISCRIMINAÇÕES E PROTEÇÃO A ATIVISTAS SÃO EIXOS DE LUTA

DISCRIMINAÇÕES E PROTEÇÃO A ATIVISTAS SÃO EIXOS DE LUTA EM 2009


Em assembléia realizada no último dia do Fórum Social Mundial 2009, em Belém, organizações de defesa dos direitos humanos construíram linhas de ações comuns para o ano. Combate a todas as formas de discriminação e proteção aos defensores de direitos humanos estão no centro da pauta.

Bia Barbosa

BELÉM – Sem dúvida, esta foi uma das atividades mais simbólicas em termos da representação da diversidade característica do Fórum Social Mundial. De um lado, grupos de ativistas indianos, defendendo os direitos dos dalits, a chamada casta intocável. De outro, mulheres do Congo vítimas da guerra que assola o país. Ao centro, organizações da Etiópia criticando governos africanos que violam o direito de associação da sociedade civil. Mais a frente, missionários religiosos brasileiros, daqui do Pará, cujas vidas seguem ameaçadas por defenderem outro modelo de desenvolvimento pra região. Ao centro, franceses, holandeses, costa riquenhos...

Todos os povos e todas as lutas tiveram espaço para se manifestar na Assembléia dos Direitos Humanos, que aconteceu neste domingo (1), último dia do Fórum Social Mundial. Pensada para facilitar e estimular a construção de convergências e ações conjuntas entre as organizações de defesa dos direitos humanos presentes em Belém, a Assembléia dos Direitos Humanos apontou quatro grandes eixos para a mobilização global do setor ao longo de 2009, confirmando que o Fórum é, sim, um espaço para o desenvolvimento de ações concretas rumo a um outro mundo possível.

O primeiro deles é a proteção dos defensores de direitos humanos, que sofrem globalmente uma política de criminalização por parte dos Estados e também das empresas transnacionais. “A cada dia cresce a criminalização dos protestos sociais e de quem está a frente deles. Estamos observando esses casos para levá-los a fóruns internacionais, investigando e denunciando países”, contou Elin Wrzoncki, da Federação Internacional de Direitos Humanos.

“É preciso esclarecer a sociedade sobre as relações de interesses em jogo. Os defensores de direitos humanos são criminalizados na medida em que se colocam contra o modelo de desenvolvimento atual. Temos que criar formas de proteção legal para que possam seguir a luta”, acrescentou Rosa Correa, da Sociedade Paraense de Direitos Humanos.
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Ainda dentro deste eixo, as organizações pretendem trabalhar o direito à memória e à verdade do período das ditaduras da América Latina, com a abertura de arquivos e a alteração de interpretações equivocadas de leis de anistia, como ocorre no momento no Brasil.

Uma segunda prioridade de lutas será dada ao combate a todas as formas de discriminação: contra os povos indígenas, minorias, praticantes de todas as crenças religiosas, pessoas com deficiência etc. Neste sentido, a organização do Fórum Social Mundial foi criticada por não garantir nenhuma estrutura de apoio e acesso aos espaços para as pessoas com deficiência, tornando-as ainda mais invisíveis no seio do FSM.

Deste eixo de lutas sai o terceiro, que deve se concentrar nas violações de direitos humanos relacionadas às questões de gênero. As mulheres hoje, maioria do planeta, são as principais vítimas da violência em todas as suas formas, tornado necessário, na avaliação dos movimentos, um eixo exclusivo para trabalhar essas questões.

Por fim, 2009 também será um ano de batalhar a implementação e respeito aos direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais (Dhesca). Ameaçados de forma ampla e transversal pelo atual modelo de desenvolvimento capitalista, tais direitos vêm sendo cada vez mais violados diante do impacto de decisões irresponsáveis das transnacionais.

“As corporações internacionais e os grandes conglomerados têm violado diversos direitos , agindo sozinhas ou apoiando a ação de Estados. Precisamos fazer uma campanha para cobrar a responsabilidade dessas companhias”, acredita Elin Wrzoncki. Para Salomão Ximenes, da Plataforma Dhesca Brasil, o processo de desenvolvimento atual está tão pouco preocupado com impacto que suas ações terão nos direitos humanos que as violações estão aumentando. “ A questão do modelo energético, por exemplo, perpassa diversos pontos, como as barragens no Rio Madeira e em Belo Monte, a transposição do São Francisco e os canaviais no interior de São Paulo, que têm levado ao trabalho escravo”, explicou.

A Plataforma Dhesca Brasil trabalhará este ano pela ratificação do protocolo alternativo do Pacto de Direitos Econômicos, Sociais Culturais e Ambientais, ainda não assinado pelo Brasil. O protocolo, aprovado pela Assembléia Geral da ONU em 10 de dezembro de 2008 – aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos –, permite a apresentação de casos individuais de violação de tais direitos diante do sistema internacional de proteção dos direitos humanos.

”O grande desafio do FSM é agregar diferentes vertentes. Este ano trabalhamos com um formato privilegiado, que amarrou discussões para que fossem elaboradas estratégias específicas por temática”, explicou Rosa Correa. “Com todos os revezes na organização, nossa avaliação é positiva em termos de tirar da invisibilidade os problemas que ocorrem na América Latina. Acredito que o que sai daqui pode contribuir de forma efetiva nas políticas públicas dos países. Este é um dos resultados positivos concretos do Fórum”, concluiu Rosa.

A Assembléia dos Direitos Humanos também apoiou uma moção de solidariedade ao povo Palestino e organizações de diversos países se comprometeram em participar da mobilização global acerca dos ataques de Israel que ocorrerá no dia 30 de março de 2009. O ano está só começando.

Fonte: Agência Carta Maior

ENCONTRO SOBRE CÉLULAS-TRONCO

ENCONTRO INTERNACIONAL INCOR SOBRE CÉLULAS-TRONCO
Data: 11 a 18 de fevereiro de 2009
Local: Centro Brasileiro Britânico (CBB)
Rua Ferreira Araújo, 741. Pinheiros. São Paulo - SP
Mais informações:
Telefone: (11) 2126-7500
E-mail: rsvp.sp@britishcouncil.org.br
Site: http://www.incor.usp.br/sites/webincor/index.php?option=com_content&task=view&id=302&Itemid=0

PROGRAMA BOLSA ATLETA


PROGRAMA BOLSA ATLETA 2009

O Ministério dos Esportes abriu as inscrições para o Programa Bolsa Atleta 2009 até o final do mês de março. O Programa visa garantir uma manutenção pessoal mínima aos atletas de alto rendimento, que não possuem patrocínio, buscando dar condições para que se dediquem ao treinamento esportivo e participação em competições visando o desenvolvimento pleno de sua carreira esportiva. E investir nos esportes olímpicos e paraolímpicos, com o objetivo de formar, manter e renovar periodicamente gerações de atletas com potencial para representar o País nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

Mais informações:
Site: http://portal.esporte.gov.br/snear/bolsa_atleta

DISCUTINDO A ACESSIBILIDADE

FSM 2009 - DISCUTINDO A ACESSIBILIDADE
Helder Farias


Debate sobre as leis e a possibilidade de uma inclusão efetiva das pessoas com deficiência foi a pauta no sábado, dia 30 de janeiro de 2009, no campus básico da UFPA.

O acesso a uma educação de qualidade por parte das pessoas com deficiência foi debatido no último sábado, dia 30, durante a discussão do tema: Acessibilidade: Uma ponte para a educação verdadeiramente inclusiva.

Os trabalhos foram iniciados pela professora Marilena Guimarães, que mostrou algumas leis de âmbito federal, estadual e municipal, a respeito da inserção ao convívio escolar e a sociedade de um modo geral.

Ela disse que é de fundamental importância que as pessoas conheçam as leis que escabelem os direitos de pessoas com necessidades educaionais especiais e que as escolas tem que considerar que a diversidade e as diferenças, precisam ser vista de forma positiva. Tratados internacionais como a declaração de direitos humanos e a Constituição Federal, foram mencionados pela professora, mostrando que o estado cria leis, mas ressaltando que não são cumpridas devidamente.

Logo em seguida falou o professor Ademilson Souza, representante da SEDUC, Secretaria de Educação do Estado do Pará, que abordou a questão da acessibilidade sob o ponto de vista político. Ele enfatizou que a “política democrática é fundamental para as ações de acessibilidade, que é direito de todos”. O professor disse que a SEDUC está em ação para que no âmbito dos transportes, escolas e nas vias da cidade, a pessoa com deficiência tenha condições de se locomover e exercer sua cidadania.

O jornalista Francisco Weyl seguiu a apresentação e, em seu breve discurso, enfocou a acessibilidade dos mais pobres aos bens de consumo, aos meios de comunicação e a democratização do conhecimento. Sobre a transversalidade das políticas de inclusão, Weyl levantou uma questão que contou com o apoio dos que estavam presentes: “Muitos pensam que apenas a questão da locomoção é importante”, disse, “mas as pessoas com deficiência precisam de moradia digna, emprego e outras condições básicas inerentes a todos os cidadãos”.

Por último tomou a palavra a deputada estadual e advogada Regina Barata, encerrando o debate. Ela aproveitou a oportunidade para falar sobre sua luta em prol dos cidadãos com deficiência, sendo ela própria deficiente desde os 20 anos de idade, e as histórias que viveu. Contou, por exemplo, como uma participante da platéia fabricou sua própria prótese com madeira tirada da região de Paragominas no interior do estado. A deputada disse em seu discurso que a “acessibilidade não é só problema de Belém mas sim, um problema global”. Na seqüência, foi aberto espaço para as perguntas do público presente ao debate.

Fonte: Agência Inclusive

VAGAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

CTEEP ABRE VAGA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), maior empresa privada de transmissão de energia elétrica do País, oferece aproximadamente 60 vagas para pessoas com deficiência na área administrativa na Capital e Interior de São Paulo.

Os profissionais devem ter ensino fundamental completo ou ensino médio e superior em curso ou completos. A remuneração varia conforme a escolaridade.

A empresa oferece vale-transporte, vale-refeição, assistência-médica e odontológica, cesta básica e participação nos lucros e resultados (PLR), além de treinamento e capacitação.

As vagas são para a Capital, Bauru, Taubaté, Cabreúva, Jupiá, Santa Bárbara D’Oeste, Mococa, Mogi das Cruzes, Cubatão, Assis, Itapetininga, Votuporanga e Presidente Prudente.

As inscrições estão abertas. Interessados devem enviar currículo para o e-mail: diversidade@cteep.com.br

Mais informações:
Telefone: 0800 7251725

CONFERÊNCIA DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL

DECRETO PUBLICADO NO DIÁRIO OFICIAL DISCIPLINA A REALIZAÇÃO DO ENCONTRO
II CONFERÊNCIA ESTADUAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL (II COEPIR)


O governador Teotonio Vilela Filho convocou, nesta quarta-feira, por meio do Diário Oficial do Estado, a II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (II COEPIR), a ser realizada no dia 21 de maio de 2009, sob a coordenação da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos.

O encontro tem o objetivo de estabelecer diretrizes para a elaboração do Plano Estadual e avaliar a implementação do Plano Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, incluindo princípios e diretrizes aprovados na I Conferência Estadual e Nacional de Promoção, que aconteceu em Alagoas em fevereiro de 2005.

De acordo com o texto do decreto, a Conferência adotará as temáticas da análise da realidade brasileira a partir da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial, além da análise dos impactos das políticas de igualdade racial implementadas no Estado e municípios alagoanos.

O tema central da II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial será: "Avanços e Desafios Étnico-Social". Durante o evento, também serão discutidos alguns assuntos prioritários da Segurança Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial: Quilombos, Educação, Trabalho e Renda, Segurança Pública e Saúde. O compartilhamento da Agência Nacional com Plano de Ação de Durban e a discussão a respeito do poder de decisão sobre participação e controle social também estão na pauta.

A comissão organizadora da Conferência deverá ser coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH) e será formada ainda por representantes a serem indicados por cada um dos seguintes órgãos: Gabinete Civil, secretarias de Estado da Educação e do Esporte; do Trabalho, Emprego e Renda; da Saúde; da Cultura; da Assistência e do Desenvolvimento Social e da Defesa Social; Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) e, ainda, pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Para completar a comissão, a Secretaria da Mulher deverá ainda convidar representantes dos segmentos e de movimentos negros de Alagoas para participar do processo. Como coordenadora, a secretaria deverá também expedir o regimento do encontro, direcionar o processo democrático de escolha dos delegados, além das demais deliberações inerentes à sua função.

Segundo representantes do órgão, o evento é voltado ao público afrodescendente, praticantes de religiões de matriz africana, indígenas, quilombolas, ciganos, judeus, palestinos, juventude negra, gestores públicos, parlamentares, além de outros agentes de organizações da sociedade civil vinculadas ao tema.

Conferências Regionais - Antes de acontecer a Conferência com representantes de todo o Estado, já estão marcadas conferências regionais com o objetivo de avançar na discussão de problemáticas locais antecipadamente. Para facilitar a discussão, Alagoas foi dividido em quatro grandes regiões, todas com uma cidade-sede, onde acontecerá a reunião no dia pré-determinado.

A primeira cidade onde vai acontecer a Conferência Regional é Delmiro Gouveia, que vai abrigar representantes de mais 27 municípios circunvizinhos no dia 16 de abril. Em seguida, a discussão acontecerá em União dos Palmares, que receberá representantes de 29 municípios em 23 de abril. Logo após, Arapiraca e mais 32 municípios poderão discutir sua pauta no dia 30 de abril; e finalmente, no dia 7 de maio, Maceió receberá mais 10 municípios para realização da Conferência Regional.

Todos os municípios do Estado irão participar, levar suas propostas para a Conferência Estadual e, finalmente, para a Conferência Nacional, que acontecerá de 25 a 28 de junho de 2009, em Brasília (DF). Lá, será montado o Plano Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Para que a comissão de organização do encontro fique completa, a Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos convoca a sociedade civil organizada que tenha participação ativa acerca deste tema, e os representantes das secretarias que compõem a comissão, para participarem de uma reunião no dia 9 de fevereiro de 2009, às 14h, no auditório da Secretaria de Estado do Planejamento e do Orçamento (Seplan), para que se faça a eleição dos representantes da sociedade civil que farão parte da comissão organizadora estadual.


Mais informações
Telefone: (82) 3315-1792
E-mail: conferencia.coepir.alagoas@hotmail.com

FÓRUM ALAGOAS INCLUSIVA

1ª REUNIÃO PLENÁRIA DO FÓRUM ALAGOAS INCLUSIVA 2009
Planejamento das atividades de 2009 do Fórum Alagoas Inclusiva
Data: 12 de fevereiro de 2009
Horário: 9h
Local: Sede do Ministério Público do Trabalho em Alagoas
Procuradoria Regional do Trabalho da 19ª Região/AL
Rua Prof. Lourenço Peixoto, Lot. Stella Maris, Qd. 36, 90. Jatiúca. Maceió - AL
Mais informações:
Telefone: (82) 2123-7900

domingo, 1 de fevereiro de 2009

SIMPÓSIO DE OFTALMOLOGIA ESPORTIVA


I SIMPÓSIO DE OFTALMOLOGIA ESPORTIVA
Data: 19 a 21 de março de 2009
Local: Teatro Marcos Lindemberg
Rua Botucatu, 862. Edifícios dos Anfiteatros. UNIFESP. São Paulo - SP
Mais informações:
Telefone: (11) 5085-2087

TODA FORMA DE INCLUSÃO DEVE SER LEVADA A SÉRIO

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2009
TODA FORMA DE INCLUSÃO DEVE SER LEVADA A SÉRIO
Rosivaldo Almeida


O tema acessibilidade é uma alavanca para protestos e discussões na 9° edição do Fórum Social Mundial, que acontece em Belém. No último dia 30 uma mesa de diálogo, realizada na Universidade Federal do Pará, por iniciativa da empresa ACESSIBILIDADE BRASIL, que é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, sem fins lucrativos) - levou um grupo de pessoas a refletir sobre os problemas enfrentados por pessoas com deficiência no que concerne a utilização de sites que não atendem a necessidades especiais dos usuários, segundo o conceito de desenho universal e acessibilidade previsto no W3C - Consórcio para WEB - e WAI - Iniciativa para acessibilidade na Rede.

O evento começou com o professor Guilherme Lira - Presidente da Acessibilidade Brasil, sob o tema Acessibilidade no governo eletrônico, e teve como principais objetivos: A garantia (ao longo da vida de todas as pessoas) dos direitos econômicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos à alimentação (com garantia de segurança e soberania alimentar), à saúde, à educação, à habitação, ao emprego, ao trabalho digno e comunicação.

O professor destacou que a expresão “acessibilidade” precisa ser levada a sério e discutida cada vez mais nas esferas públicas, e que as organizações precisam se mobilizar para que projetos saiam do papel e passem a ser discutidos em casa, nas escolas, hospitais e supermercados para a consolidação de um novo mundo possível.O local foi completamente ocupado por jornalistas, estudantes, curiosos e das próprias pessoas com deficiência em busca de conhecimento, debates, descobertas e desenvolvimento de projetos que privilegiem a inserção social e econômica.

Um dos assuntos de pauta do debate foi a falta de participação da população de Belém no Fórum Social. Segundo pesquisas realizadas, 60% da população não sabe o que ele representa, tornando difícil a concretização de um outro mundo possível, como é proposto no tema do Fórum, uma vez que a comunidade não está por dentro dos debates na área de inclusão e acessibilidade; Muitas pessoas nem sabem de seus direitos, e acabam “sufocando” deficiências genéticas, ocasionando, no futuro, traumas e complexos irreversíveis.

Alexandre da Silva Diniz, da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Pará relatou um fato curioso. Certa vez ele e uma equipe atravessaram a Baía do Guajará, bem em frente a Belém, para visitar os ribeirinhos e ministrar palestras de inclusão digital, e surpreenderam-se ao perceber que eles não tinham o menor conhecimento do que era um computador e suas ferramentas, então, os palestrantes tiveram que reavaliar o motivo de suas visitas e explicar passo-a-passo os procedimentos da Era Digital, além de propor palestras de conscientização às famílias com pessoas com deficiência que não têm noção de tratamentos psicológicos e procedimentos adequados.

“A situação dos ribeirinhos me comoveu. Além da falta de conhecimento por objetos modernos, muitas vezes banais, para quem vive nos grandes centros urbanos, o que me chamou a atenção foi perceber que as pessoas com deficiência não saem de casa , por terem vergonha, por isso é importante que o Fórum seja discutido na Amazônia, mas é preciso que a população participe, interaja, cobre seus direitos e lute por melhorias.

Os depoimentos fluíram de forma intensa. Vários os casos de exclusão foram descritos ali, em uma sala com capacidade para 90 pessoas. A expressão dos participantes era de espanto. Fabiano da Silva Moraes, 18 anos, participa pela primeira vez do Fórum e se mostrou indignado pela falta de políticas públicas na área de inclusão social, e ressaltou: “Falta investimento do Governo na formação constante de profissionais capacitados para a criação de sites acessíveis, mas não se pode esquecer que inclusão e acessibilidade vai muito mais do que desenvolver projetos e programas para pessoas com deficiência, também é levar informação aos ribeirinhos que estão aqui, a 15 minutos de Belém”.

Seguindo esse gancho houve disputa para o próximo a falar. Todos queriam contribuir com suas experiências e propostas, porém uma fala destacou-se e fez com que todos concordassem, em silêncio, foi André Barros,que tem de Sindrome de Down, atleta paraense (o único a atravessar a Baía do Guajará à nado), e também assessor parlamentar, proferindo as seguintes palavras: “O deficiente não é inútil e a família tem que participar junto, contribuindo para a melhoria de um outro mundo possível. Se você sofre preconceito, lute, não aceite, prove ao mundo a sua capacidade e ilumine o ambiente”.

Um assunto polêmico gerou discussões próximo de encerrar o tempo da mesa de diálogo: O Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social - BPC - (destinado ao idoso ou pessoa com deficiência, que não tenham condições de prover a própria manutenção ou tê-la provida por sua própria família). Segundo Elisa Senna, Psicóloga da Fundação Alvares de Azevedo, esse benefício faz com que algumas pessoas, o tempo todo, se esconda atrás de sua deficiência, nao desenvolvendo habilidades e tarefas possíveis. “O BPC deixa atrás um potencial humano. A pessoa abre mão de uma carreira pelo benefício, que muitas vezes, sustenta a família.

A partir disso, surgiu um acordo e propostas de melhorias para esta triste realidade:
1 - É preciso investir na auto-estima desse segmento;
2 - Mostrar é possível atingir melhorias que não seja, simplesmente, um salário;
3 - Conscientizá-los de que o benefício é estagnador, e é possível ir além.
4 - Investir na capacitação deles, uma vez que, alguns, sempre indicam um parente, mas nunca eles mesmos.

A palavra final foi do Professor Guilherme Lira que encerrou o debate enfatizando: "Lutar pelos direitos de inclusão e acessibilidade é um desafio constante, mas temos que nos mobilizar, pressionar. Toda e qualquer forma de inclusão deve ser levada a sério, não há outra forma de mudança".

Fonte: Agência Inclusive

SIMPÓSIO SOBRE CAUSAS DA ESQUIZOFRENIA

6º SIMPÓSIO PELA BUSCA DAS CAUSAS DA ESQUIZOFRENIA
Data: 3 a 6 de fevereiro de 2009
Local: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. São Paulo - SP
Mais informações:
Telefone: (11) 3069-7801
E-mail: imprensa.ipq@hcnet.usp.br

ÚLTIMAS ASSEMBLÉIAS DO FSM


ASSEMBLÉIAS DO ÚLTIMO DIA DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2009

Data: 1° de fevereiro de 2009
Horário: 9h às 12h
Local: Território da UFRA. Belém - PA

Juntos por Justiça Climática em Copenhagen - Tenda Multiuso 2
Assembléia de direitos humanos - Tenda Direitos Humanos
Assembléia dos Direitos Coletivos dos Povos - Tenda dos Povos sem Estado
Assembléia "Crise Civilizatória, Bem Viver e Direitos Coletivos" - Tenda Indígena
Assembléia Geral contra a guerra, bases militares, militarismo e armas nucleares - Tenda Multiuso 1
Assembléia Pan-Amazônica - Tenda Pan Amazônia
Diante da crise desenvolver o Fórum Social como um processo permanente a partir das propostas - Salão Verde
Assembléia Ciêncas e Democracia - Auditório da Prefeitura
Assembléia de Negras e Negros no FSM 2009 - Tenda Afro-negritude
Assembléia de Mulheres - Tenda Multiuso 4
Por um mundo sem dívida: Auditoria e Reparações Já! -Tenda Multiuso 3
Rede de intercomunicação e de boas experiências - Predio Central - Sala de Desenho
Globalizar a declaração das Nacões Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígena - Prédio Central - Anfiteatro
Assembléia mundial da rede internacional unidas de direitos humanos - Tenda Reforma Urbana
Luta contra a corrupção e a impunidade - Predio Central - COO2
Justiça para a Amazônia - Tenda dos Povos da Floresta



Data: 1° de fevereiro de 2009
Horário: 9h às 12h
Local: Território da UFPA. Belém - PA

Fórum Mundial da Eduação - Tenda Cuba 50 anos
Alternativas aos politicas migratorias securitárias - Auditório do CAPACIT
Uma resposta global contre a crise financeira - Auditório do ICJ
Cultura e educação transformadora - Tribunal do Juri
Alternativas para proteção dos ecossistemas Amazônicos - Auditório de Reitoria
O trabalho na crise global - Tenda Mundo do Trabalho



ASSEMBLÉIA DAS ASSEMBLÉIAS
Data: 1° de fevereiro de 2009
Horário: 14:30
Local: Palco principal da UFRA. Belém - PA
Mais informações:
Telefone: (91) 3230-2326
E-mail: info@fsm2009amazonia.org.br

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL

I SEMINÁRIO ESTADUAL SOBRE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL
Data: 30 de março de 2009
Horário: 14h às 21h
Local: Auditório do IPA
Rua Cel. Joaquim Pedro Salgado, 80. Rio Branco. Porto Alegre – RS
Mais informações:
Site: http://www.cressrs.org.br/index.asp?page=destaque_not.asp&id=43

BELÉM, BRASIL, BABEL

BELÉM, BRASIL, BABEL
luxiusoaker

Feira livre das esquerdas, vitrine social mundial ou simplesmente o último suspiro socialista antes do fim da História. Muitas são as denominações pejorativas debitadas ao Fórum Social Mundial por seus detratores mas nenhuma delas consegue traduzir o que está ali mais que evidente: a multiplicidade de experiências, expectativas e esperanças de quem tenta tramar uma lógica equidistante de um mundo que na atualidade se coloca por conta e risco numa crise que evidencia em definitivo a fragilidade de um modelo social e econômico avesso a priorizar o ser humano, incapaz de oferecer estrutura que suporte suas aventuras desmedidas em direção ao lucro e à especulação sobre o capital.

Como não poderia deixar de ser, o pano de fundo do Fórum Social Mundial de 2009, realizado em Belém do Pará entre 27/01 e 1º/02, é a crise econômica que se estabeleceu no mundo a partir de 2008 mas que bem antes de 2001 (data em que realizou-se o primeiro Fórum Social Mundial em Porto Alegre) já insinuava-se nos altos índices de degradação social, econômica e ambiental que assolava o planeta sob os olhos e mãos impassíveis de organismos multilaterais, governos e megacorporações multinacionais. Também deve-se lembrar a ascensão da primeira pessoa negra ao cargo de presidente dos EUA, Barack Obama. E ainda, nesse mosaico, a ocupação militar israelense em Gaza e o horror que há muito extrapola a decência e que o mundo inteiro assiste como a um mero espetáculo televisivo. Esse pano de fundo deveria ser o suficiente para que os participantes do Fórum Social Mundial de Belém declarassem estar satisfeitos com a derrocada do modelo econômico preconizado em Davos e enfim parafraseassem os cartazes que se vê costumeiramente nos estádios de futebol, onde lê-se: “eu já sabia”. Mas esse parece definitivamente não ser o espírito do Fórum, como aponta Boaventura de Sousa Santos (1): “Se não dermos a solução, ela virá de Davos, com mais capitalismo e menos direitos. São eles que estão a pensar uma solução. Nos reunimos [no Fórum Social Mundial] desde 2001 e não fomos nós que derrotamos o neoliberalismo, ele cometeu suicídio. Eles estão lá [em Davos] pensando o que vai ser o capitalismo depois da crise. E nós, o que estamos fazendo?”

Por certo um Fórum que trata de temas como o desenvolvimento sustentável, a educação em direitos humanos, a biodiversidade, o direito à saúde, os investimentos sociais, a transversalidade étnica, de gênero e cultural, o acesso a condições dignas de ocupação do espaço urbano e rural, inclusão social e a participação civil democrática, dentre muitos outros, está fazendo mais pela construção de um outro mundo possível do que outro apenas preocupado em salvar os lucros e preservar a especulação do capital, mesmo que para isso utilizem-se recursos destinados por princípio ao desenvolvimento de serviços e programas sociais de primeira necessidade, tais como a erradicação da pobreza e o desenvolvimento de padrões dignos de saúde e educação para a população de países inteiros que direta ou indiretamente financiam e alimentam a circulação do capital em escala global.

De certo modo a indagação de Boaventura é injusta, mesmo que sua intenção seja provocativa. Por conta de interesses diversos não deve-se procurar unificar um discurso e uma prática pois o conteúdo final disso muitas vezes é interpretado como se coubesse ao Estado e aos governos reunir e perpetrar o desejo de movimentos sociais complexos, os quais tem orígem diversa e visam objetivos muitas vezes discordantes. Pretender entregar a diversidade dos movimentos que integram o Fórum a governantes é tão perigoso quanto precário. Perigoso porque não há garantia alguma de que os governantes possam ou queiram manter uma fidelidade de princípios. Já está mais que provado que o interesse dos governantes é governar, mesmo que ao custo de fugir a princípios que deveriam ser o seu norte inabdicável. E precário porque revelariam movimentos sociais tutelados. A idéia de que o Estado seja um fim em si mesmo e de que ele responda em última análise pela sociedade está vinculada a um modelo político que muito pouco tem a ver com o espírito do Fórum Social Mundial e a oportunidade do Fórum é a mais clara demonstração de que os movimentos sociais tem muito mais a contribuir à sociedade se respeitados em sua autonomia e sua história*. É bastante claro para a opinião pública que os governos tem suas próprias oportunidades de criar condições e investimentos em áreas sociais e as executa de acordo com suas próprias opções políticas.

Ao diversificar os espaços de interlocução (entre as atividades paralelas ao Fórum Social Mundial estão ocorrendo o Fórum Mundial de Educação, o Fórum Mundial de Saúde, o Fórum de Autoridades locais, o Fórum Mundial de Mídia Livre, entre outros), fica demonstrada a capacidade de levar as questões de fundo do Fórum a debates mais particulares e a construir a partir daí um mais amplo painel de propostas e experiências, evidenciando a grande diversidade de espaços e atores sociais envolvidos. Se as experiências e os movimentos reunidos no Fórum de Belém darão uma resposta a altura da crise mundial, se eles tem mesmo esse dever, se eles resistirão ao apelo dos governos que os querem sob sua vista, se manterão os princípios originais preconizados por Bernard Cassen, Ignácio Ramonet, Oded Grajew, João Pedro Stédile e tantas outras lideranças que muito se empenharam em constituí-lo, se eles terão condições de ter sua própria sustentabibilidade e se puderem multiplicar-se através do próprio exemplo e fazer valer sua trajetória - ou não, não é uma resposta que se encontrá nas ruas de Belém durante estes dias. O que encontraremos são pessoas e grupos de pessoas com muita disposição de conhecer-se e averiguar as formas mais efetivas com que a proposta fundamental do Fórum possa ser concretizada, mesmo que ainda não se possa antever plenamente isso, como quer dizer Boaventura (2) ao afirmar que outro mundo é possível, mesmo que não saibamos ainda exatamente como ele possa ser. Desprezar essas expectativas é um grande risco. Mantê-las e revigorá-las ao ponto de que apontem pistas e/ou forneçam respostas a indagações simples como essa pode ser considerado um dos maiores méritos do Fórum Social Mundial.
Durante os dias que antecederam o início do Fórum, um debate sobre esta questão de autonomia dos movimentos e políticas governamentais aconteceu entre alguns dos criadores do Fórum e políticos do atual governo. Nos links abaixo é possível acompanhar a cobertura jornalística sobre este debate:

Edição atual não deve ser usada como palanque eleitoral, diz fundadora do evento.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/01/23/materia.2009-01-23.8446567652/view

Encontro está “atrasado” e precisa de atualização, diz sociólogo.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/01/23/materia.2009-01-23.5422969957/view

(1)

CONFERÊNCIA SOBRE ARTE EDUCAÇÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS

CONFERÊNCIA SOBRE ARTE EDUCAÇÃO
PARA DEFICIENTES VISUAIS EM NOVA IORQUE

ART BEYOND SIGHT: MULTIMODAL APPROACHES TO LEARNING
Data: 16 e 17 de outubro de 2009
Local: The Metropolitan Museum of Art, 1000 Fifth Avenue. New York City
Mais informações:
Project Coordinator Art Education For the Blind
589 Broadway. New York, NY 10012
Tefone: (212) 334-8723
E-mail: aeb@artbeyondsight.org
Site: www.artbeyondsight.org e www.nybeyondsight.org


POLÍTICA NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

GOVERNO FEDERAL INSTITUI POLÍTICA NACIONAL
DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES


O presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou decreto que institui a Política Nacional de Formação de Professores, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 30 de janeiro de 2009. A finalidade é organizar a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério para a educação básica, em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.

Os cursos de atualização e especialização de professores ficarão a cargo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e deverão ser homologados por seu Conselho Técnico-Científico da Educação Básica.

Na formação dos professores, a modalidade principal de ensino é presencial, reconhecendo-se a importância dos sistemas semipresencial e a distância.

Entre os pontos de destaque estão o reconhecimento de que a formação docente para todas as etapas da educação básica é compromisso público de Estado, a necessidade de articulação entre formações inicial e continuada, bem como entre diferentes níveis e modalidades de ensino.

O decreto enfatiza também a promoção da equalização nacional das oportunidades para os profissionais do magistério em instituições públicas de educação superior.

Outros temas abordados no documento dizem respeito a educação inclusiva, educação no campo, educação de jovens e adultos, bem como apoio a programas de formação em regiões e comunidades com necessidades específicas, como quilombolas e indígenas.

Para assegurar a implementação da Política, definiu-se a formação de Fóruns Estaduais de Apoio à formação Docente em regime de colaboração entre os entes federados.. Esta colaboração será concretizada por meio de planos estratégicos.

Antes de seguir para aprovação presidencial, o documento passou por discussões envolvendo profissionais da área e os mais diversos setores da sociedade. A minuta ficou disponível para consulta pública e sugestões no portal do Ministério da Educação (MEC), entre os dias 10 de outubro e 24 de novembro de 2008.

Jorge Guimarães, presidente da Capes, agradeceu a todos os membros do Conselho Técnico-Científico da Educação Básica pelas contribuições recebidas e a relevante participação desse Colegiado na operacionalização e execução da nova política.

Leia a íntegra do decreto no DOU Nº 21, Seção 1, de 30 de janeiro de 2009:

Assessoria de Imprensa da Capes

SUS PODERÁ OFERECER EXAME OFTALMOLÓGICO PREVENTIVO

SUS PODERÁ OFERECER EXAME OFTALMOLÓGICO PREVENTIVO PARA CRIANÇAS


A Câmara analisa o Projeto de Lei 4444/08, do deputado Paulo Lima (PMDB-SP), que obriga os estabelecimentos de saúde vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer a todas as crianças, antes de completarem quatro anos de idade, exame oftalmológico preventivo.

Pelo projeto, esse exame deverá abranger as áreas que possam detectar qualquer anomalia oftalmológica, seja genética ou adquirida. Também deverá ser gratuito não só o tratamento clínico ou cirúrgico se for o caso, como os aparelhos, órteses, próteses ou quaisquer outros necessários para correção das deficiências visuais apresentadas.

Suspensão de salários
Além disso, os pais ou responsáveis deverão receber orientação para realizar qualquer terapia preventiva ou reabilitadora nas crianças e devem apresentar comprovante de realização dos exames.

Caso não apresentem esses comprovantes, o projeto determina que os responsáveis sejam punidos com a suspensão do salário do mês seguinte ao que seus filhos fizerem quatro anos.

Os trabalhadores não-assalariados, como os autônomos e os profissionais liberais, deverão apresentar o comprovante na sede regional do órgão controlador de sua atividade juntamente com o recolhimento mensal ou anual, sob pena de não receberem sua autorização de trabalho.

Problemas desconhecidos
Segundo o parlamentar, muitas crianças da educação infantil e ensino fundamental apresentam problemas visuais desconhecidos de seus pais, delas próprias e até dos professores. Esses problemas, disse, costumam agravar-se prejudicando a aprendizagem.

Na sua avaliação, os governos de todos os níveis têm sido omissos no cuidado dos problemas visuais. "O sistema público de saúde não fornece os aparelhos necessários. Muitas vezes as pessoas carentes vão até o oftalmologista, fazem os exames, mas não têm condições de adquirir os óculos, lentes, ou outros aparelhos necessários para corrigir os problemas detectados", argumenta.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-4444/2008

Reportagem - Adriana Resende/NA
Colaboração - Rayane Mello


Fonte: Agência Câmara

OLHAR DA MÍDIA SOBRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

DEBATE DENUNCIA OLHAR DA MÍDIA SOBRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


O modo como a mídia paraense retrata crianças e adolescentes em situação de risco e adolescentes que cumprem medidas sócio-educativas não difere muito da maneira como a mídia do restante do país lida com essas mesmas questões. Essa foi uma das conclusões do debate “Mídia, Infância e Adolescência”, promovido pelo Centro Artístico Cultural Belém Amazônia, com o apoio do Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará.

Marcelo da Silva Duarte

BELÉM - Preconceito, hipocrisia e ignorância. Poucas palavras designariam com tanta precisão o tratamento em geral dispensado pela mídia tanto a crianças e adolescentes em situação de risco quanto a adolescentes que, em função de terem cometido atos infracionais, cumprem medidas sócio-educativas em centros especializados.

É fato que a inserção de adolescentes em bandos ou quadrilhas, bem como sua participação em crimes violentos, tem aumentado. De 1996 a 2006, o número de adolescentes privados de liberdade no país saltou de 4.245 para 15.426, um crescimento de 363%, segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Contudo, tanto a taxa de crescimento dos adolescentes detidos quanto o agravamento dos atos infracionais parecem indicar, antes mesmo de especulações acerca da falência das políticas públicas de proteção a crianças e adolescentes, a realidade da exclusão social inerente ao capitalismo (Cf. a esse respeito, aqui na Carta Maior, o artigo de Edson teles, “Direitos Humanos na proteção dos excluídos”).

Portanto, muito antes de esclarecer, a cobertura dispensada pela mídia ao problema da infância e adolescência excluídas, em geral eivada de afrontas aos direitos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), contribui para o agravamento da violência simbólica que estigmatiza crianças e adolescentes em situação de risco e adolescentes que cumprem medidas sócio-educativas. Como se isso não fosse suficiente, adolescentes infratores vítimas dessa violência simbólica ainda precisam conviver com a violência institucional. São comuns relatos de espancamentos e até de tortura nos centros especializados, praticados por monitores despreparados para o exercício da função.

O ECA veda a divulgação de imagens de adolescentes envolvidos em atos infracionais e até mesmo a publicação de suas iniciais. Casos assim, porém, ainda costumam ser comuns na mídia paraense. A terminologia, por vezes, é a mais preconceituosa possível. Mesmo o adolescente envolvido em atos infracionais leves logo costuma ser rotulado como criminoso e bandido.

Além disso, reportagens sensacionalistas costumam expor crianças e adolescentes em situação de risco, particularmente e coincidentemente aquelas que habitam as periferias belensenes, a olhares públicos antes censores do que compreensivos, o que contribui para a estigmatização da pobreza como fonte de violência. A periferia pobre, como se sabe, embora não circule com desenvoltura por colunas sociais, é frequentadora assídua das páginas policiais de nossa mídia impressa.

Em nível nacional, casos de grande repercussão e comoção públicas que envolvam adolescentes, por sua vez, costumam ser mero pretexto para se reabrir a discussão sobre a redução da maioridade penal, em geral carregada de grandes doses de desinformação sobre o ECA e sobre os aspectos psicológicos envolvidos na questão.

Dois pesos e duas medidas
Para Ida de Oliveira, oficial de comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a mídia costuma utilizar dois pesos e duas medidas quando lida com o problema do adolescente infrator, estereotipado quando pobre e negro, respeitado em sua dignidade quando de classe média ou alta.

O número de negros oriundos de famílias pobres cumprindo medidas sócio-educativas em centros especializados é bem maior do que o de brancos, o que refletiria, ainda segundo a representante da Unicef, a histórica exclusão social brasileira. Desse fato se seguiriam, conforme Ida de Oliveira, uma série de conclusões apressadas, como aquela que imediatamente associa pobreza, e particularmente a pobreza negra, à marginalidade. Como a pobreza se concentra na periferia, a associação entre periferia e violência também seria inevitável.

Essa cobertura tendenciosa, finalizou a representante do Unicef, teria se refletido na recente discussão pública sobre as políticas de ações afirrmativas implementadas pelo governo Lula, particularmente em relação às cotas para negros em universidades federais. Sob o argumento de que também há brancos pobres, o que, de fato, é inegável, não poucos intelectuais de renome e articulistas de jornais da mídia do sul e do sudeste ignoraram todo o processo de exclusão que gerou o fosso social que separa brancos e negros brasileiros.

Também é assim que pensa Alex Pamplona, integrante do conselho da Revista Viração, do Pará. O modo sensacionalista como a mídia retrata o adolescente infrator pobre, negro e periférico acaba contribuindo para que a sociedade veja todo adolescente pobre, negro e morador da periferia como um bandido em potencial, generalização que tranforma vítimas da exclusão em criminosos e é, ela mesma, uma violência simbólica. Pamplona aposta na superação desse reducionismo a partir da produção de informações a partir da própria realidade da periferia, que não pode mais esperar pela mídia hegemônica.

Roberta Vilanova, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, afirmou que se pode recorrer dos excessos porventura cometidos pela mídia aos conselhos de ética dos jornalistas, mas reconheceu que a formação profissional é bastante carente na área de direitos da criança e do adolescente.

Caminhando contra o vento
Nem só de dissabores, porém, vivem ativistas paraenses pelo respeito aos direitos da criança e do adolescente. Danila Cal, professora da Universidade da Amazônia (Unama) e coordenadora da Agência de Comunicação dessa universidade, a Agência Unama, coordena um trabalho de monitoramento diário da cobertura da mídia impressa local sobre crianças e adolescentes, esforço que tem dado resultados. Cursos e palestras para jornalistas locais foram ministrados pela agência a fim de capacitá-los para lidar com os direitos da infância e da adolescência, esforço que, junto ao monitoramento da mídia local, tem ajudado a amenizar distorções antes encaradas com naturalidade por esses profissionais, como a publicação de fotos e de iniciais de adolescentes envolvidos em atos infracionais.

Para Eugênia Melo, assistente social e coordenadora da Rádio Margarida, organização não-governamental paraense voltada à defesa dos direitos da criança e do adolescente, o trabalho da mídia pode ser qualificado. O problema, complementa, é encontrar interessados em financiar projetos desse tipo.

A Rádio Margarida conta com a parceria de rádios locais para veicular programas por ela criados voltados para os direitos da criança e do adolescente, além de realizar oficinas para comunicadores de rádio do interior paraense. Recentemente, uma oficina de capacitação de jovens e adolescentes do bairro Terra Firme estimulou a criação da rádio comunitária do bairro.

Um dos destaques do Fórum Social Mundial 2009 é a Tenda Curumim-Erê, na Universidade Federal do Pará (UFPA), dedicada à crianças e adolescentes. O responsável por sua programação é o Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (Fórum DCA), formado por organizações locais que promovem a articulação entre ativistas pelos direitos da infância e da adolescência.

Mais ousadia para garantir direitos fundamentais
Bruno Medeiros, advogado do Centro dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (Cedeca-Emaús), lembrou que comunicação é, sobretudo, direito à informação. Limitar-se simplesmente a veicular notíciais, que na maioria das vezes mais desinformam do que informam, sem envolver-se com a causa, é deixar de lado a função social da comunicação.

A Carta Maior conversou com Bruno Medeiros sobre como anda o respeito aos direitos da criança e do adolescente paraenses.

Como a mídia local retrata o adolescente paraense que cometeu atos infracionais e que cumpre medidas sócio-educativas?

Bruno Medeiros - Tem retratado de uma forma discriminatória. Têm ocorrido alguns avanços, em função de embates críticos que fizemos em alguns programas de televisão, mas ainda há muita criminalização, que inclusive coloca esse adolescente como responsável pelo aumento do nível de violência e do nível de insegurança pública no meio da sociedade. Ainda há uma certa imaturidade por parte da mídia nessa abordagem em relação ao adolescente autor de ato infracional.

Como estão as políticas públicas paraenses para crianças e adolescentes em situação de risco?
Bruno Medeiros – Ainda são muito incipientes, principalmente na área de esportes, lazer e cultura. Os espaços públicos não estão sendo devidamente apropriados, principalmente nas áreas em que as estatísticas de violência são mais altas. Existem alguns projetos isolados, mas é necessário que o poder público aja com mais intensidade, principalmente em relação à educação, para que possa realmente existir uma política de prevenção em relação à criminalidade.

O que o governo paraense vem fazendo para coibir a violência institucional contra adolescentes que cumprem medidas sócio-educativas?
Bruno Medeiros – Temos percebido pequenos avanços, inclusive em razão do monitoramento que o Cedeca-Emaús realiza dentro desses centros de cumprimento de medidas sócio-educativas. Temos visto, porém, retrocessos, principalmente violações do direito à saúde, como até mesmo a adoção de medidas psiquiátricas, como a aplicação de medicação. Ainda existem torturas dentro desses centros. As medidas existem, mas ainda são tímidas. É preciso que o poder público local seja mais ousado, para realmente garantir direitos fundamentais.

Fonte: Agência Carta Maior