domingo, 1 de fevereiro de 2009

SIMPÓSIO SOBRE CAUSAS DA ESQUIZOFRENIA

6º SIMPÓSIO PELA BUSCA DAS CAUSAS DA ESQUIZOFRENIA
Data: 3 a 6 de fevereiro de 2009
Local: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. São Paulo - SP
Mais informações:
Telefone: (11) 3069-7801
E-mail: imprensa.ipq@hcnet.usp.br

ÚLTIMAS ASSEMBLÉIAS DO FSM


ASSEMBLÉIAS DO ÚLTIMO DIA DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2009

Data: 1° de fevereiro de 2009
Horário: 9h às 12h
Local: Território da UFRA. Belém - PA

Juntos por Justiça Climática em Copenhagen - Tenda Multiuso 2
Assembléia de direitos humanos - Tenda Direitos Humanos
Assembléia dos Direitos Coletivos dos Povos - Tenda dos Povos sem Estado
Assembléia "Crise Civilizatória, Bem Viver e Direitos Coletivos" - Tenda Indígena
Assembléia Geral contra a guerra, bases militares, militarismo e armas nucleares - Tenda Multiuso 1
Assembléia Pan-Amazônica - Tenda Pan Amazônia
Diante da crise desenvolver o Fórum Social como um processo permanente a partir das propostas - Salão Verde
Assembléia Ciêncas e Democracia - Auditório da Prefeitura
Assembléia de Negras e Negros no FSM 2009 - Tenda Afro-negritude
Assembléia de Mulheres - Tenda Multiuso 4
Por um mundo sem dívida: Auditoria e Reparações Já! -Tenda Multiuso 3
Rede de intercomunicação e de boas experiências - Predio Central - Sala de Desenho
Globalizar a declaração das Nacões Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígena - Prédio Central - Anfiteatro
Assembléia mundial da rede internacional unidas de direitos humanos - Tenda Reforma Urbana
Luta contra a corrupção e a impunidade - Predio Central - COO2
Justiça para a Amazônia - Tenda dos Povos da Floresta



Data: 1° de fevereiro de 2009
Horário: 9h às 12h
Local: Território da UFPA. Belém - PA

Fórum Mundial da Eduação - Tenda Cuba 50 anos
Alternativas aos politicas migratorias securitárias - Auditório do CAPACIT
Uma resposta global contre a crise financeira - Auditório do ICJ
Cultura e educação transformadora - Tribunal do Juri
Alternativas para proteção dos ecossistemas Amazônicos - Auditório de Reitoria
O trabalho na crise global - Tenda Mundo do Trabalho



ASSEMBLÉIA DAS ASSEMBLÉIAS
Data: 1° de fevereiro de 2009
Horário: 14:30
Local: Palco principal da UFRA. Belém - PA
Mais informações:
Telefone: (91) 3230-2326
E-mail: info@fsm2009amazonia.org.br

ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL

I SEMINÁRIO ESTADUAL SOBRE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL
Data: 30 de março de 2009
Horário: 14h às 21h
Local: Auditório do IPA
Rua Cel. Joaquim Pedro Salgado, 80. Rio Branco. Porto Alegre – RS
Mais informações:
Site: http://www.cressrs.org.br/index.asp?page=destaque_not.asp&id=43

BELÉM, BRASIL, BABEL

BELÉM, BRASIL, BABEL
luxiusoaker

Feira livre das esquerdas, vitrine social mundial ou simplesmente o último suspiro socialista antes do fim da História. Muitas são as denominações pejorativas debitadas ao Fórum Social Mundial por seus detratores mas nenhuma delas consegue traduzir o que está ali mais que evidente: a multiplicidade de experiências, expectativas e esperanças de quem tenta tramar uma lógica equidistante de um mundo que na atualidade se coloca por conta e risco numa crise que evidencia em definitivo a fragilidade de um modelo social e econômico avesso a priorizar o ser humano, incapaz de oferecer estrutura que suporte suas aventuras desmedidas em direção ao lucro e à especulação sobre o capital.

Como não poderia deixar de ser, o pano de fundo do Fórum Social Mundial de 2009, realizado em Belém do Pará entre 27/01 e 1º/02, é a crise econômica que se estabeleceu no mundo a partir de 2008 mas que bem antes de 2001 (data em que realizou-se o primeiro Fórum Social Mundial em Porto Alegre) já insinuava-se nos altos índices de degradação social, econômica e ambiental que assolava o planeta sob os olhos e mãos impassíveis de organismos multilaterais, governos e megacorporações multinacionais. Também deve-se lembrar a ascensão da primeira pessoa negra ao cargo de presidente dos EUA, Barack Obama. E ainda, nesse mosaico, a ocupação militar israelense em Gaza e o horror que há muito extrapola a decência e que o mundo inteiro assiste como a um mero espetáculo televisivo. Esse pano de fundo deveria ser o suficiente para que os participantes do Fórum Social Mundial de Belém declarassem estar satisfeitos com a derrocada do modelo econômico preconizado em Davos e enfim parafraseassem os cartazes que se vê costumeiramente nos estádios de futebol, onde lê-se: “eu já sabia”. Mas esse parece definitivamente não ser o espírito do Fórum, como aponta Boaventura de Sousa Santos (1): “Se não dermos a solução, ela virá de Davos, com mais capitalismo e menos direitos. São eles que estão a pensar uma solução. Nos reunimos [no Fórum Social Mundial] desde 2001 e não fomos nós que derrotamos o neoliberalismo, ele cometeu suicídio. Eles estão lá [em Davos] pensando o que vai ser o capitalismo depois da crise. E nós, o que estamos fazendo?”

Por certo um Fórum que trata de temas como o desenvolvimento sustentável, a educação em direitos humanos, a biodiversidade, o direito à saúde, os investimentos sociais, a transversalidade étnica, de gênero e cultural, o acesso a condições dignas de ocupação do espaço urbano e rural, inclusão social e a participação civil democrática, dentre muitos outros, está fazendo mais pela construção de um outro mundo possível do que outro apenas preocupado em salvar os lucros e preservar a especulação do capital, mesmo que para isso utilizem-se recursos destinados por princípio ao desenvolvimento de serviços e programas sociais de primeira necessidade, tais como a erradicação da pobreza e o desenvolvimento de padrões dignos de saúde e educação para a população de países inteiros que direta ou indiretamente financiam e alimentam a circulação do capital em escala global.

De certo modo a indagação de Boaventura é injusta, mesmo que sua intenção seja provocativa. Por conta de interesses diversos não deve-se procurar unificar um discurso e uma prática pois o conteúdo final disso muitas vezes é interpretado como se coubesse ao Estado e aos governos reunir e perpetrar o desejo de movimentos sociais complexos, os quais tem orígem diversa e visam objetivos muitas vezes discordantes. Pretender entregar a diversidade dos movimentos que integram o Fórum a governantes é tão perigoso quanto precário. Perigoso porque não há garantia alguma de que os governantes possam ou queiram manter uma fidelidade de princípios. Já está mais que provado que o interesse dos governantes é governar, mesmo que ao custo de fugir a princípios que deveriam ser o seu norte inabdicável. E precário porque revelariam movimentos sociais tutelados. A idéia de que o Estado seja um fim em si mesmo e de que ele responda em última análise pela sociedade está vinculada a um modelo político que muito pouco tem a ver com o espírito do Fórum Social Mundial e a oportunidade do Fórum é a mais clara demonstração de que os movimentos sociais tem muito mais a contribuir à sociedade se respeitados em sua autonomia e sua história*. É bastante claro para a opinião pública que os governos tem suas próprias oportunidades de criar condições e investimentos em áreas sociais e as executa de acordo com suas próprias opções políticas.

Ao diversificar os espaços de interlocução (entre as atividades paralelas ao Fórum Social Mundial estão ocorrendo o Fórum Mundial de Educação, o Fórum Mundial de Saúde, o Fórum de Autoridades locais, o Fórum Mundial de Mídia Livre, entre outros), fica demonstrada a capacidade de levar as questões de fundo do Fórum a debates mais particulares e a construir a partir daí um mais amplo painel de propostas e experiências, evidenciando a grande diversidade de espaços e atores sociais envolvidos. Se as experiências e os movimentos reunidos no Fórum de Belém darão uma resposta a altura da crise mundial, se eles tem mesmo esse dever, se eles resistirão ao apelo dos governos que os querem sob sua vista, se manterão os princípios originais preconizados por Bernard Cassen, Ignácio Ramonet, Oded Grajew, João Pedro Stédile e tantas outras lideranças que muito se empenharam em constituí-lo, se eles terão condições de ter sua própria sustentabibilidade e se puderem multiplicar-se através do próprio exemplo e fazer valer sua trajetória - ou não, não é uma resposta que se encontrá nas ruas de Belém durante estes dias. O que encontraremos são pessoas e grupos de pessoas com muita disposição de conhecer-se e averiguar as formas mais efetivas com que a proposta fundamental do Fórum possa ser concretizada, mesmo que ainda não se possa antever plenamente isso, como quer dizer Boaventura (2) ao afirmar que outro mundo é possível, mesmo que não saibamos ainda exatamente como ele possa ser. Desprezar essas expectativas é um grande risco. Mantê-las e revigorá-las ao ponto de que apontem pistas e/ou forneçam respostas a indagações simples como essa pode ser considerado um dos maiores méritos do Fórum Social Mundial.
Durante os dias que antecederam o início do Fórum, um debate sobre esta questão de autonomia dos movimentos e políticas governamentais aconteceu entre alguns dos criadores do Fórum e políticos do atual governo. Nos links abaixo é possível acompanhar a cobertura jornalística sobre este debate:

Edição atual não deve ser usada como palanque eleitoral, diz fundadora do evento.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/01/23/materia.2009-01-23.8446567652/view

Encontro está “atrasado” e precisa de atualização, diz sociólogo.
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/01/23/materia.2009-01-23.5422969957/view

(1)

CONFERÊNCIA SOBRE ARTE EDUCAÇÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS

CONFERÊNCIA SOBRE ARTE EDUCAÇÃO
PARA DEFICIENTES VISUAIS EM NOVA IORQUE

ART BEYOND SIGHT: MULTIMODAL APPROACHES TO LEARNING
Data: 16 e 17 de outubro de 2009
Local: The Metropolitan Museum of Art, 1000 Fifth Avenue. New York City
Mais informações:
Project Coordinator Art Education For the Blind
589 Broadway. New York, NY 10012
Tefone: (212) 334-8723
E-mail: aeb@artbeyondsight.org
Site: www.artbeyondsight.org e www.nybeyondsight.org


POLÍTICA NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

GOVERNO FEDERAL INSTITUI POLÍTICA NACIONAL
DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES


O presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou decreto que institui a Política Nacional de Formação de Professores, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 30 de janeiro de 2009. A finalidade é organizar a formação inicial e continuada dos profissionais do magistério para a educação básica, em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.

Os cursos de atualização e especialização de professores ficarão a cargo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e deverão ser homologados por seu Conselho Técnico-Científico da Educação Básica.

Na formação dos professores, a modalidade principal de ensino é presencial, reconhecendo-se a importância dos sistemas semipresencial e a distância.

Entre os pontos de destaque estão o reconhecimento de que a formação docente para todas as etapas da educação básica é compromisso público de Estado, a necessidade de articulação entre formações inicial e continuada, bem como entre diferentes níveis e modalidades de ensino.

O decreto enfatiza também a promoção da equalização nacional das oportunidades para os profissionais do magistério em instituições públicas de educação superior.

Outros temas abordados no documento dizem respeito a educação inclusiva, educação no campo, educação de jovens e adultos, bem como apoio a programas de formação em regiões e comunidades com necessidades específicas, como quilombolas e indígenas.

Para assegurar a implementação da Política, definiu-se a formação de Fóruns Estaduais de Apoio à formação Docente em regime de colaboração entre os entes federados.. Esta colaboração será concretizada por meio de planos estratégicos.

Antes de seguir para aprovação presidencial, o documento passou por discussões envolvendo profissionais da área e os mais diversos setores da sociedade. A minuta ficou disponível para consulta pública e sugestões no portal do Ministério da Educação (MEC), entre os dias 10 de outubro e 24 de novembro de 2008.

Jorge Guimarães, presidente da Capes, agradeceu a todos os membros do Conselho Técnico-Científico da Educação Básica pelas contribuições recebidas e a relevante participação desse Colegiado na operacionalização e execução da nova política.

Leia a íntegra do decreto no DOU Nº 21, Seção 1, de 30 de janeiro de 2009:

Assessoria de Imprensa da Capes

SUS PODERÁ OFERECER EXAME OFTALMOLÓGICO PREVENTIVO

SUS PODERÁ OFERECER EXAME OFTALMOLÓGICO PREVENTIVO PARA CRIANÇAS


A Câmara analisa o Projeto de Lei 4444/08, do deputado Paulo Lima (PMDB-SP), que obriga os estabelecimentos de saúde vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) a oferecer a todas as crianças, antes de completarem quatro anos de idade, exame oftalmológico preventivo.

Pelo projeto, esse exame deverá abranger as áreas que possam detectar qualquer anomalia oftalmológica, seja genética ou adquirida. Também deverá ser gratuito não só o tratamento clínico ou cirúrgico se for o caso, como os aparelhos, órteses, próteses ou quaisquer outros necessários para correção das deficiências visuais apresentadas.

Suspensão de salários
Além disso, os pais ou responsáveis deverão receber orientação para realizar qualquer terapia preventiva ou reabilitadora nas crianças e devem apresentar comprovante de realização dos exames.

Caso não apresentem esses comprovantes, o projeto determina que os responsáveis sejam punidos com a suspensão do salário do mês seguinte ao que seus filhos fizerem quatro anos.

Os trabalhadores não-assalariados, como os autônomos e os profissionais liberais, deverão apresentar o comprovante na sede regional do órgão controlador de sua atividade juntamente com o recolhimento mensal ou anual, sob pena de não receberem sua autorização de trabalho.

Problemas desconhecidos
Segundo o parlamentar, muitas crianças da educação infantil e ensino fundamental apresentam problemas visuais desconhecidos de seus pais, delas próprias e até dos professores. Esses problemas, disse, costumam agravar-se prejudicando a aprendizagem.

Na sua avaliação, os governos de todos os níveis têm sido omissos no cuidado dos problemas visuais. "O sistema público de saúde não fornece os aparelhos necessários. Muitas vezes as pessoas carentes vão até o oftalmologista, fazem os exames, mas não têm condições de adquirir os óculos, lentes, ou outros aparelhos necessários para corrigir os problemas detectados", argumenta.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-4444/2008

Reportagem - Adriana Resende/NA
Colaboração - Rayane Mello


Fonte: Agência Câmara

OLHAR DA MÍDIA SOBRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

DEBATE DENUNCIA OLHAR DA MÍDIA SOBRE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


O modo como a mídia paraense retrata crianças e adolescentes em situação de risco e adolescentes que cumprem medidas sócio-educativas não difere muito da maneira como a mídia do restante do país lida com essas mesmas questões. Essa foi uma das conclusões do debate “Mídia, Infância e Adolescência”, promovido pelo Centro Artístico Cultural Belém Amazônia, com o apoio do Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará.

Marcelo da Silva Duarte

BELÉM - Preconceito, hipocrisia e ignorância. Poucas palavras designariam com tanta precisão o tratamento em geral dispensado pela mídia tanto a crianças e adolescentes em situação de risco quanto a adolescentes que, em função de terem cometido atos infracionais, cumprem medidas sócio-educativas em centros especializados.

É fato que a inserção de adolescentes em bandos ou quadrilhas, bem como sua participação em crimes violentos, tem aumentado. De 1996 a 2006, o número de adolescentes privados de liberdade no país saltou de 4.245 para 15.426, um crescimento de 363%, segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Contudo, tanto a taxa de crescimento dos adolescentes detidos quanto o agravamento dos atos infracionais parecem indicar, antes mesmo de especulações acerca da falência das políticas públicas de proteção a crianças e adolescentes, a realidade da exclusão social inerente ao capitalismo (Cf. a esse respeito, aqui na Carta Maior, o artigo de Edson teles, “Direitos Humanos na proteção dos excluídos”).

Portanto, muito antes de esclarecer, a cobertura dispensada pela mídia ao problema da infância e adolescência excluídas, em geral eivada de afrontas aos direitos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), contribui para o agravamento da violência simbólica que estigmatiza crianças e adolescentes em situação de risco e adolescentes que cumprem medidas sócio-educativas. Como se isso não fosse suficiente, adolescentes infratores vítimas dessa violência simbólica ainda precisam conviver com a violência institucional. São comuns relatos de espancamentos e até de tortura nos centros especializados, praticados por monitores despreparados para o exercício da função.

O ECA veda a divulgação de imagens de adolescentes envolvidos em atos infracionais e até mesmo a publicação de suas iniciais. Casos assim, porém, ainda costumam ser comuns na mídia paraense. A terminologia, por vezes, é a mais preconceituosa possível. Mesmo o adolescente envolvido em atos infracionais leves logo costuma ser rotulado como criminoso e bandido.

Além disso, reportagens sensacionalistas costumam expor crianças e adolescentes em situação de risco, particularmente e coincidentemente aquelas que habitam as periferias belensenes, a olhares públicos antes censores do que compreensivos, o que contribui para a estigmatização da pobreza como fonte de violência. A periferia pobre, como se sabe, embora não circule com desenvoltura por colunas sociais, é frequentadora assídua das páginas policiais de nossa mídia impressa.

Em nível nacional, casos de grande repercussão e comoção públicas que envolvam adolescentes, por sua vez, costumam ser mero pretexto para se reabrir a discussão sobre a redução da maioridade penal, em geral carregada de grandes doses de desinformação sobre o ECA e sobre os aspectos psicológicos envolvidos na questão.

Dois pesos e duas medidas
Para Ida de Oliveira, oficial de comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a mídia costuma utilizar dois pesos e duas medidas quando lida com o problema do adolescente infrator, estereotipado quando pobre e negro, respeitado em sua dignidade quando de classe média ou alta.

O número de negros oriundos de famílias pobres cumprindo medidas sócio-educativas em centros especializados é bem maior do que o de brancos, o que refletiria, ainda segundo a representante da Unicef, a histórica exclusão social brasileira. Desse fato se seguiriam, conforme Ida de Oliveira, uma série de conclusões apressadas, como aquela que imediatamente associa pobreza, e particularmente a pobreza negra, à marginalidade. Como a pobreza se concentra na periferia, a associação entre periferia e violência também seria inevitável.

Essa cobertura tendenciosa, finalizou a representante do Unicef, teria se refletido na recente discussão pública sobre as políticas de ações afirrmativas implementadas pelo governo Lula, particularmente em relação às cotas para negros em universidades federais. Sob o argumento de que também há brancos pobres, o que, de fato, é inegável, não poucos intelectuais de renome e articulistas de jornais da mídia do sul e do sudeste ignoraram todo o processo de exclusão que gerou o fosso social que separa brancos e negros brasileiros.

Também é assim que pensa Alex Pamplona, integrante do conselho da Revista Viração, do Pará. O modo sensacionalista como a mídia retrata o adolescente infrator pobre, negro e periférico acaba contribuindo para que a sociedade veja todo adolescente pobre, negro e morador da periferia como um bandido em potencial, generalização que tranforma vítimas da exclusão em criminosos e é, ela mesma, uma violência simbólica. Pamplona aposta na superação desse reducionismo a partir da produção de informações a partir da própria realidade da periferia, que não pode mais esperar pela mídia hegemônica.

Roberta Vilanova, vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará, afirmou que se pode recorrer dos excessos porventura cometidos pela mídia aos conselhos de ética dos jornalistas, mas reconheceu que a formação profissional é bastante carente na área de direitos da criança e do adolescente.

Caminhando contra o vento
Nem só de dissabores, porém, vivem ativistas paraenses pelo respeito aos direitos da criança e do adolescente. Danila Cal, professora da Universidade da Amazônia (Unama) e coordenadora da Agência de Comunicação dessa universidade, a Agência Unama, coordena um trabalho de monitoramento diário da cobertura da mídia impressa local sobre crianças e adolescentes, esforço que tem dado resultados. Cursos e palestras para jornalistas locais foram ministrados pela agência a fim de capacitá-los para lidar com os direitos da infância e da adolescência, esforço que, junto ao monitoramento da mídia local, tem ajudado a amenizar distorções antes encaradas com naturalidade por esses profissionais, como a publicação de fotos e de iniciais de adolescentes envolvidos em atos infracionais.

Para Eugênia Melo, assistente social e coordenadora da Rádio Margarida, organização não-governamental paraense voltada à defesa dos direitos da criança e do adolescente, o trabalho da mídia pode ser qualificado. O problema, complementa, é encontrar interessados em financiar projetos desse tipo.

A Rádio Margarida conta com a parceria de rádios locais para veicular programas por ela criados voltados para os direitos da criança e do adolescente, além de realizar oficinas para comunicadores de rádio do interior paraense. Recentemente, uma oficina de capacitação de jovens e adolescentes do bairro Terra Firme estimulou a criação da rádio comunitária do bairro.

Um dos destaques do Fórum Social Mundial 2009 é a Tenda Curumim-Erê, na Universidade Federal do Pará (UFPA), dedicada à crianças e adolescentes. O responsável por sua programação é o Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (Fórum DCA), formado por organizações locais que promovem a articulação entre ativistas pelos direitos da infância e da adolescência.

Mais ousadia para garantir direitos fundamentais
Bruno Medeiros, advogado do Centro dos Direitos da Criança e do Adolescente do Pará (Cedeca-Emaús), lembrou que comunicação é, sobretudo, direito à informação. Limitar-se simplesmente a veicular notíciais, que na maioria das vezes mais desinformam do que informam, sem envolver-se com a causa, é deixar de lado a função social da comunicação.

A Carta Maior conversou com Bruno Medeiros sobre como anda o respeito aos direitos da criança e do adolescente paraenses.

Como a mídia local retrata o adolescente paraense que cometeu atos infracionais e que cumpre medidas sócio-educativas?

Bruno Medeiros - Tem retratado de uma forma discriminatória. Têm ocorrido alguns avanços, em função de embates críticos que fizemos em alguns programas de televisão, mas ainda há muita criminalização, que inclusive coloca esse adolescente como responsável pelo aumento do nível de violência e do nível de insegurança pública no meio da sociedade. Ainda há uma certa imaturidade por parte da mídia nessa abordagem em relação ao adolescente autor de ato infracional.

Como estão as políticas públicas paraenses para crianças e adolescentes em situação de risco?
Bruno Medeiros – Ainda são muito incipientes, principalmente na área de esportes, lazer e cultura. Os espaços públicos não estão sendo devidamente apropriados, principalmente nas áreas em que as estatísticas de violência são mais altas. Existem alguns projetos isolados, mas é necessário que o poder público aja com mais intensidade, principalmente em relação à educação, para que possa realmente existir uma política de prevenção em relação à criminalidade.

O que o governo paraense vem fazendo para coibir a violência institucional contra adolescentes que cumprem medidas sócio-educativas?
Bruno Medeiros – Temos percebido pequenos avanços, inclusive em razão do monitoramento que o Cedeca-Emaús realiza dentro desses centros de cumprimento de medidas sócio-educativas. Temos visto, porém, retrocessos, principalmente violações do direito à saúde, como até mesmo a adoção de medidas psiquiátricas, como a aplicação de medicação. Ainda existem torturas dentro desses centros. As medidas existem, mas ainda são tímidas. É preciso que o poder público local seja mais ousado, para realmente garantir direitos fundamentais.

Fonte: Agência Carta Maior

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

CONADE TOMA POSSE E INICIA BIÊNIO 2009-2011



CONADE TOMA POSSE E INICIA BIÊNIO 2009-2011

O Ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Dr. Paulo Vannuchi, dará posse no dia 12 de fevereiro aos novos (as) conselheiros (as) do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – CONADE, que exercerão mandato no biênio 2009-2011. A posse acontecerá no Salão Negro do Ministério da Justiça, às 10 horas.

Ainda no mesmo dia, às 14:00 horas, será realizada a primeira reunião ordinária desta gestão na sede do Ministério da Justiça, sala 304. A referida reunião ordinária terá continuidade no dia 13 de fevereiro, das 9 às 17 horas, na Procuradoria Geral da República (SAF SUL, Quadra 04, Lote 03, Bloco B, 5º andar - Auditório) em Brasília - DF.

Fruto de um processo eleitoral realizado em dezembro de 2008, durante a II Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, novas entidades passarão a integrar o CONADE. Conheça na íntegra os órgãos e entidades que comporão o Conselho:

REPRESENTANTES GOVERNAMENTAIS:

CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA – MCT
MINISTÉRIO DA CULTURA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
MINISTÉRIO DA SAÚDE
MINISTÉRIO DAS CIDADES
MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES
MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES
MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE A FOME
MINISTÉRIO DO ESPORTE
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
MINISTÉRIO DO TURISMO
MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
SECRETARIA ESPECIAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES
SECRETARIA ESPECIAL DOS DIREITOS HUMANOS
CONSELHO ESTADUAL: CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA DO CEARÁ – CEDEF/CE e o CONSELHO ESTADUAL DOS DIREITOS DA PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA - CONEDE/SC (SUPLENTE)
CONSELHO MUNICIPAL: CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA DE BELO HORIZONTE (TITULAR) e o CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DE MESQUITA - COMDEF-RJ (SUPLENTE)

REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AUTISMO – ABRA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OSTOMIZADOS – ABRASO
ASSOCIAÇÃO DE PAES E AMIGOS DE PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIAS DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL – APABB
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE DEFESA DOS DIREITOS DAS PESSOAS IDOSA E COM DEFICIÊNCIA – AMPID
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT
CONFEDERAÇAO BRASILEIRA DE DESPORTO PARA CEGOS – CBDC
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMERCIO – CNC
CONSELHO NACIONAL DOS CENTROS DE VIDA INDEPENDENTE – CVI
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE SÍNDROME DE DOWN
FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE RENAIS E TRANSPLANTADOS DO BRASIL – FARBRA
FEDERAÇÃO DAS FRATERNIDADES CRISTÃS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DO BRASIL – FCD/BR
FEDERAÇÃO NACIONAL DAS APAES – FENAPAE
FEDERAÇÃO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES PESTALOZZI
FEDERAÇÃO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS SURDOS – FENEIS
MOVIMENTO DE REINTEGRAÇÃO DAS PESSOAS ATINGIDAS PELA HANSENÍASE – MORHAN
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – OAB
ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE CEGOS DO BRASIL – ONCB
UNIÃO BRASILEIRA DOS SERVIÇOS DE REFERÊNCIA EM TRIAGEM NEONATAL CREDENCIADOS – UNISERT


Fonte: Secretaria Executiva do CONADE

BRASIL TEM EFICIÊNCIA NO GASTO EM SAÚDE

BRASIL TEM EFICIÊNCIA NO GASTO EM SAÚDE, DIZ ESTUDO DO IPEA
Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta semana um estudo que contraria o senso comum e mostra que a eficiência dos gastos em saúde no Brasil não é tão distante de alguns dos 30 países que formam a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o grupo de nações mais ricas do mundo.

“Os resultados não são totalmente desfavoráveis ao Brasil”, diz o estudo, que não é um atestado da qualidade do atendimento prestado. Os países comparados têm formas diferentes de acesso e financiamento da saúde.

“O desempenho relativo do sistema de saúde do Brasil ante os países da OCDE não é ruim em termos de custo-efetividade. Como o Brasil está longe de atingir uma estabilidade dos gastos, da estrutura e do desempenho do seu sistema de saúde, tendemos a não rejeitar a aceitação de um desempenho mais favorável ao sistema de saúde brasileiro”, consideram Alexandre Marinho, Simone de Souza Cardoso, Vivian Vicente de Almeida, pesquisadores do Ipea e responsáveis pelo estudo.

Os três autores do estudo Brasil e OCDE: Avaliação da Eficiência em Sistemas de Saúde fizeram suas análises utilizando informações quanto à esperança de vida ao nascer, ao índice de sobrevivência infantil, aos anos de vida recuperados para doenças e causas externas. Também foram observadas variáveis como gasto per capita com saúde, tamanho da população e área geográfica.

Em algumas avaliações, como a do cruzamento do gastos de saúde com esperança de vida ao nascer de homens e mulheres e a sobrevivência infantil, a situação do Brasil (com 37,14% de eficiência) é pior do que a maioria dos países da OCDE, mas melhor do que Estados Unidos (15,55%), Austrália (36,34%), Canadá (35,77%), Áustria (33,19%), Suíça (35,25%) e Luxemburgo (21,91%).

Essas informações fazem parte de um dos 15 modelos de análise elaborados pelos pesquisadores. A posição de cada país varia de acordo com cada modelo. “Analogamente, Brasil e Estados Unidos têm piores avaliações no modelo que inclui a variável densidade demográfica do que nos modelos que incluem população ou área geográfica”, aponta o estudo.

“Mesmo os países que gastam consideravelmente com saúde em termos per capita (como os Estados Unidos), podem não ser eficientes”, relativiza a pesquisa do Ipea, que reconhece que o Brasil “poderia ser considerado ruim tanto na otimização quanto no volume de recursos destinados à saúde”.

A pesquisa utiliza dados de 2004, naquele ano o Brasil gastou em saúde US$ 1.519,70 per capita (menos da metade da média da amostra).

A pesquisa contabiliza que a aplicação de recursos na saúde do Brasil é mais sensível e tende a gerar mais efeitos do que nos países ricos da OCDE. “Para cada 1% de gasto a mais investido na saúde em termos per capita, o brasileiro ganha, aproximadamente, cinco anos de vida”. Para que a esperança de vida ao nascer do brasileiro aumente em cinco anos, o Ipea calcula que deveria haver um aumento de R$ 3,7 bilhões.

Alexandre Marinho assinala que, além dos valores, é preciso se considerar como o dinheiro vai ser gasto. “Como vai gastar é uma outra questão. Gastar bem em saúde pode ser um ótimo negócio para o Brasil”, aconselha.

O orçamento do Ministério da Saúde para este ano (R$ 59,5 bilhões) é o maior desde 1995, informa o site Contas Abertas. Desses recursos, R$ 27 bilhões estão previstos para assistência ambulatorial e hospitalar especializada. A segunda rubrica com mais dotação é a atenção básica em saúde com R$ 9,4 bilhões.

Segundo ele, “nós não estamos de maneira nenhuma afirmando a excelência dos serviços de saúde do Brasil”. Mas admite que há um “enorme oportunidade de melhoria do sistema”. Em sua avaliação, “o dinheiro bem aplicado em saúde no Brasil tem excelente investimento social face aos resultados que podem ser obtidos em outros países”.

“Não se deve dar notas em caráter definitivo a sistemas de saúde de países, porque essas notas podem variar muito de acordo com as metodologias, abordagens e variáveis que forem utilizadas”, explica Marinho, descartando a possibilidade de elaborar qualquer ranking geral. “O nosso estudo não visa classificar qual o primeiro, o segundo e o terceiro lugar”, frisa.

O estudo, no entanto, pondera que “a complexidade da avaliação da eficiência de serviços de saúde passa, também, por considerações a respeito de variáveis (e indicadores) relevantes sobre os quais os gestores (e as autoridades) da saúde podem não ter muita influência (por exemplo, o tamanho da população), ou mesmo nenhuma influência (por exemplo, a área territorial)”.

CIDADE DAS CRIANÇAS

CIDADE DAS CRIANÇAS
Olhares das crianças sobre a cidade de Porto Alegre
Atividades lúdicas e artísticas dirigidas a crianças de 4 a 11 anos de idade
Início: 14 de março de 2009 (sábados)
Horário: 15:30 às 17:30
Local: Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo
Rua dos Andradas, 1223. Centro. Porto Alegre - RS
Mais informações:
Telefone: (51) 9807-8797

PROGRAMA DE TRIAGEM NEONATAL NO RIO DE JANEIRO




PESQUISA INÉDITA AVALIARÁ DESEMPENHO DO
PROGRAMA DE TRIAGEM NEONATAL NO RIO DE JANEIRO


A triagem neonatal, mais conhecida como o teste do pezinho, é um importante procedimento a ser feito nos primeiros dias de vida do recém nascido, a partir de gotas de sangue colhidas de seu calcanhar, com o intuito de se detectar doenças congênitas. Avaliar o desempenho do Programa de triagem neonatal no estado do Rio de Janeiro é o objetivo do projeto de pesquisa - inédito no estado - da ENSP e que será fruto da tese de doutorado em Saúde Pública de Judy Botler, que tem como orientador o pesquisador da Escola Luiz Camacho, do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde.
Mais informações:
Site:

POR UMA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA DO DIREITO E DA JUSTIÇA

"POR UMA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA DO DIREITO E DA JUSTIÇA"


O Poder Judiciário como um espaço legítimo para as disputas em Direitos Humanos e o papel da advocacia popular brasileira para as conquistas de direitos foram os temas centrais da oficina "Justiciabilidade dos Direitos Humanos e Democratização da Justiça", organizada pela Terra de Direitos, Ação Educativa, CPT e MST. Em uma sala lotada da UFPA, duas perguntas ganharam destaque: Por que os movimentos sociais não vão à justiça? Ou por que a justiça não chega até os movimentos sociais?

Clarissa Pont

BELÉM - No Fórum Social Mundial, o primeiro debate nas salas lotadas sempre é sobre o ar-condicionado. Na maioria das oficinas ou conferências vizinhas a cena é a mesma: gente apinhada abanando-se com qualquer papel que esteja à mão. Depois de janelas abertas e portas escancaradas para permitir uma mínima circulação de ar, é que as atividades começam de verdade. O diretor de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Sérgio Leitão, levantou a primeira pergunta na tarde desta quarta-feira (29): “A sociedade civil não vai ao poder Judiciário. Por quê?”. Por sua vez, o doutor em sociologia Boaventura de Sousa Santos modificou a pergunta: “Por que o poder Judiciário não vai até a sociedade civil?”.

“Nessa indagação, eu procuro pensar algumas respostas e algumas provocações concretas. O Poder Judiciário hoje no Brasil é um poder fundamental. Basta ver nos últimos dois anos o conjunto de decisões importantes que foram levadas ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal. Acontece que os ministros hoje vão à imprensa e dão entrevista ao vivo. Muitas vezes agem como seres políticos, mas não transformam isso em decisões. Se esse poder é tão fundamental, por que a sociedade civil não tem uma atuação primeiro política do controle da atividade desses funcionários públicos?”, avalia Sério Leitão.

O conjunto de decisões importantes ao qual Sérgio se refere reúne desde a homologação da reserva Raposa Serra do Sol (RR) até às discussões sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias. No caso de Roraima, os ministros do STF devem concluir a demarcação da reserva indígena em breve, a previsão é que o caso volte à pauta em fevereiro. No dia 10 de dezembro do ano passado, um pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello adiou a decisão final sobre a questão. Antes do adiamento, porém, 8 dos 11 ministros da Suprema Corte se manifestaram a favor da homologação de forma contínua das terras na região.

Segundo Sérgio, a maioria destes temas implica a questão do controle das indicações dos ministros dos tribunais superiores. A indicação é feita pelo Presidente da República, mas passa por uma instância de checagem, o Congresso Nacional. “Aí eu pergunto quantos de nós já fomos assistir uma audiência para nomeação de um ministro de tribunal superior? Quantos de nós procuramos saber quais as posições políticas, quem o indicou, tudo isso. A primeira questão é isso, a sociedade civil organizada não está nem aí para a questão do Judiciário, o que é um erro grave porque tem reflexos importantes. Até mesmo se você pegar a pauta de eventos deste Fórum Social Mundial há assuntos ligados às áreas do legislativo e do executivo, mas o judiciário aparece em no máximo três eventos”, questiona.

“A provocação do Sérgio ao perguntar por que a sociedade civil não vai ao Judiciário pode ser respondida com outra provocação. Por que o Judiciário não vai até a sociedade civil? Esse é o grande problema. Quem vai é apenas a sociedade civil dominante e não a sociedade civil das classes populares que têm diariamente seus direitos impunemente violados”, polemizou o sociólogo Boaventura de Sousa Santos. O professor da Universidade de Coimbra e diretor do Centro de Documentação 25 de Abril realizou recentemente uma pesquisa sobre a advocacia popular no Brasil, partindo de experiências concretas como a da Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP).

Para as organizações promotoras da oficina, o necessário é aprofundar o papel desenvolvido pela advocacia popular no Brasil, já que desde a década de 90 há uma avaliação de que é perceptível um afastamento entre organizações populares e poder judiciário. “Uma vez perguntaram ao Gandhi o que ele achava da democracia ocidental e ele respondeu: Seria uma boa idéia. Eu acho que se perguntássemos a muita gente hoje sobre a justiça a reposta poderia ser a mesma. Porque muito mais da metade da população do mundo não é sujeito dos direitos humanos, é o objeto. É o objeto dos nossos discursos, das nossas organizações, dos nossos movimentos e eles sim são sujeitos e querem ser sujeitos de direito. É dessa realidade que temos que partir”, diz Boaventura.

A preocupação diante das tentativas de criminalização dos movimentos sociais, sobretudo no campo, e de suas lideranças, também foi foco da oficina. Acontecimentos como a condenação de José Batista Gonçalves Afonso, advogado da Comissão Pastoral da Terra com destacada atuação na defesa dos direitos humanos na região de Marabá, Pará, e o relatório do Conselho Superior do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul demonstram com clareza o motivo do receio. No Rio Grande do Sul, o relatório indicava: “designar uma equipe de Promotores de Justiça para promover ação civil pública com vistas à dissolução do MST e declaração de sua ilegalidade (...)” e ainda “intervenção nas escolas do MST”.

A estratégia dos movimentos sociais que acreditam que o direito é um instrumento para elevar o patamar de justiça social, segundo Boaventura, deve se basear na “idéia de que a mobilização jurídica não deve nunca ser acionada sem mobilização política. Cerca de 800 líderes indígenas e camponeses do Peru e do Chile estão nesse momento na prisão acusados sob o abrigo de leis anti-terroristas. A pior coisa do 11 de setembro foi criar uma pulsão, uma idéia securitária de segurança que viola os Direitos Humanos”. Justamente superar esta realidade a partir de uma “revolução democrática do direito e da justiça” é o que Boaventura defende em "Para uma revolução democrática da justiça" (Editora Cortez, 2007).

A obra foi resenhada por Flávia Carlet, também presente na oficina, em Carta Maior. Segundo ela, “a revolução democrática da justiça é uma tarefa exigente, que só fará sentido se for tomada como ponto de partida uma concepção emancipatória do acesso ao direito e à justiça. Para tanto, Boaventura enfatiza que são necessárias profundas transformações na cultura jurídica e judiciária que só serão possíveis se forem capazes de compreender uma nova formação dos operadores do direito; profundas reformas processuais; novas concepções de independência judicial; uma nova relação de poder judicial, mais próxima dos movimentos e organizações sociais; novos mecanismos de protagonismo no acesso ao direito e à justiça e ainda uma cultura jurídica democrática”.

No entanto, Boaventura é otimista. “Há duas coisas que aconteceram que são um sinal de que essa autorização de usar o direito para nos criminalizar ou tentar destruir os movimentos sociais pode, de alguma maneira, sentir um enfrentamento. A primeira é a decisão do presidente Obama de fechar a prisão de Guantánamo e suspender todos os julgamentos que não têm nada de justiça. Estamos falando de uma imposição militar que utiliza a tortura como meio de prova e que é uma caricatura cruel do que deve ser o direito e a justiça. Segundo, a decisão do vosso Ministro da Justiça de conceder asilo político César Battisti. Essas duas decisões parecem mostrar que a idéia da destruição do direto em nome da segurança e da ordem talvez esteja a acabar. E, se ela está a acabar, está se abrindo um novo ciclo, onde o direito pode ser significativamente utilizado”.

Fonte: Agência Carta Maior

CURSO DE LIBRAS

CURSO DE LIBRAS – MÓDULO BÁSICO
Data: 2 de março a 2 de julho de 2009 (segundas-feiras)
Horário: 19 às 21h
Local: Instituto Paradigma
Rua Texas, 455. Brooklin Novo (Próximo Av. dos Bandeirantes). São Paulo – SP
Mais informações:
Telefone (11) 5090-0075 com Larissa ou Flávia
E-mail: flavia.russo@iparadigma.org.br ou larissa.silva@iparadigma.org.br
Site: http://www.institutoparadigma.org.br/site/noticias.asp?id=910

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

CONTA DE ÁGUA EM BRAILLE

DMAE ENTREGA PRIMEIRA CONTA DE ÁGUA NO SISTEMA BRAILLE


O Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) de Porto Alegre entregou na manhã de hoje, 28, a primeira conta de água em braille, confeccionada especialmente para usuário deficiente visual. O ato ocorreu durante o evento de obliteração do selo Louis Braille, realizado na sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A usuária beneficiada com a conta pioneira foi dona Zilma Maria Mello Herencio, moradora da Vila Cefer II.

Espontaneamente, o DMAE passou a emitir as contas neste mês em conformidade com a Lei Estadual Nº 12.498/06, a qual assegura às pessoas com deficiência visual o direito de receber os boletos de suas contas de água, energia elétrica e telefonia confeccionados em braille. No caso do DMAE, quem tiver interessado basta fazer o cadastro em um dos postos de atendimento solicitando o serviço, como já fizeram outros usuários além de dona Zilma, que também receberão suas contas em braile.

O evento contou com a participação de autoridades municipais, estaduais e federais. Representando o DMAE, a chefe do Setor de Entrega de Contas, Melissa Vieira da Silva, destacou a política de gestão do departamento. “Estamos focados no atendimento ao cliente, por isso realizamos reformas em todos os nossos postos de atendimento com objetivo de padronizá-los, torná-los acessíveis às pessoas com deficiência e oferecer um atendimento qualificado” enfatiza Melissa.

O usuário com deficiência visual que se cadastrar em um dos cinco postos comerciais do DMAE vai receber, sem custo extra, no local solicitado, dois documentos ao mesmo tempo: o demonstrativo tradicional, impresso em tinta, com código de barras para pagamento em bancos e lotéricas, e a conta em braille.

Sistema - O braille é um sistema de leitura e escrita tátil que consta de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. Os seis pontos formam a chamada "cela braille". A diferente disposição desses seis pontos permite a formação de 63 combinações ou símbolos, que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais. O sistema foi inventado pelo francês Louis Braille e adotado em 1852 na Europa e na América.

POSTOS COMERCIAIS DO DMAE NOS BAIRROS DE PORTO ALEGRE:
- AZENHA: Rua Barão do Triunfo, 714
- CENTRO: Rua José Montaury, 159
- MOINHOS DE VENTO: Rua Fernando Gomes, 183
- PARTENON: Rua Prof. Cristiano Fischer, 2402
- ZONA NORTE: Rua Aliança, 70

SIMASP


32ª EDIÇÃO DO SIMPÓSIO MOACYR ÁLVARO DO SEGMENTO POSTERIOR (SIMASP)
"De olhos para o futuro"
Data: 5 a 7 de março de 2009
Local: Maksoud Plaza Hotel. São Paulo – SP
Mais informações:
Telefone: (11) 3849-0379
Site: http://www.oftalmologiaunifesp.com.br/oftalmologiaunifesp2009/apresentacao.html

PESQUISA SOBRE DEMOCRACIA E SEGURANÇA CIDADÃ

USP SE UNE A OUTROS CENTROS DE ESTUDO PARA PESQUISAR DEMOCRACIA E SEGURANÇA CIDADÃ


O Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP vai sediar um instituto que terá como temas de estudo a violência, a democracia e a segurança cidadã. Várias instituições farão parte do órgão que será um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá um investimento de R$ 4,58 milhões nos primeiros cinco anos.

O Instituto realizará pesquisas com a finalidade de esclarecer que tipo de democracia se desenvolve no Brasil. Em entrevista à agência USP, Nancy Cardia, que faz parte da coordenação do NEV, explicou que os estudos desenvolvidos no projeto pretendem responder “qual a relação entre a falta de acesso aos direitos humanos e a consolidação da democracia no Brasil?” e “como desenvolver uma cultura de respeito e valorização do Estado de Direito?”.

Os recursos serão utilizados para pesquisa básica, realização de seminários, publicações, bolsas, computadores (para coleta armazenamento e análise de dados) e equipamentos de videoconferências, a fim de facilitar o intercâmbio entre as instituições integrantes das pesquisas.

Além da USP, fazem parte do projeto a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Cada instituição que forma o Instituto realizará estudos complementares aos temas centrais. A UFRJ irá desenvolver pesquisa sobre os mercados ilegais de drogas, o Fórum de Segurança Pública vai avaliar as políticas de segurança do Estado, a Fiocruz deverá realizar um trabalho sobre epidemiologia da violência no Brasil.

O coordenador do Instituto, professor Sérgio Adorno, está trabalhando em uma pesquisa sobre a diminuição dos homicídios no Estado de São Paulo, por meio da análise de boletins de ocorrência (B.O.s), de um período de nove anos.

Ao término do estudo, os dados coletados nessa pesquisa serão colocados na internet. Maria Stela Grossi Porto, professora da UnB, desenvolve uma pesquisa relacionada ao tema abordado por Adorno. Ela estuda a relação da impunidade com os homicídios e a representação da identidade policial na sociedade.

O professor Adorno avalia que a experiência desse novo Instituto em rede com outros centros de pesquisa será “trabalhosa”, mas acredita que vá produzir resultados muito significativos.

CURSO SOBRE COMUNICAÇÃO INTERPRETADA

CURSO AS VÁRIAS VIAS DA COMUNICAÇÃO INTERPRETADA -
TEXTOS, CONTEXTOS E POSSIBILIDADES
Público alvo: Profissionais interessados em Estudos Surdos
Data: 29 de janeiro de 2009
Horário: 19:15 às 21:30
Local: ULBRA Canoas. Prédio 1, sala 217. Canoas - RS
Mais informações:
Telefone: (51) 3477-9091

CRISE DA BIODIVERSIDADE


EXPOSIÇÃO “CRISE DA BIODIVERSIDADE: A NATUREZA AMEAÇADA”
Data: 18 de dezembro de 2008 a 17 de maio de 2009
Local: Museu de Zoologia da USP. São Paulo – SP
Mais informações:
Telefone: (11) 2065-8100
Site: http://www.mz.usp.br

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

NOVA COMANDANTE DA GUARDA MUNICIPAL

NOVA COMANDANTE DA GUARDA MUNICIPAL TOMA POSSE DIA 30


A primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Porto Alegre em 116 anos de história será empossada oficialmente no cargo na próxima sexta-feira, 30. Lorecinda Ferreira Abrão é integrante dos quadros da Guarda desde 2002 e substitui Nilo Bottini, que esteve no comando nos últimos dois anos. A solenidade ocorrerá às 10h, no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255).

Segundo o secretário municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana, Nereu D´Àvila, a escolha marca uma nova etapa. “Nós queremos mais inclusão social e mais participação na comunidade. A Lorecinda é mulher, jovem e negra. A escolha dela é emblemática”, afirmou.

Formada em Direito pela PUC e especialista em Segurança Pública e Direitos Humanos pela UFRGS, Lorecinda pretende promover uma reestruturação interna, com a criação da equipe de planejamento, e focar o trabalho da Guarda Municipal na prevenção. “Precisamos nos aproximar e interagir ainda mais com a população”, defende.

A Guarda Municipal foi criada no dia 3 de novembro de 1892 e, em 2002, passou a integrar a Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Urbana (SMDHSU). Hoje, é responsável pelo projeto Vizinhança Segura, que atua em praças, unidades de saúde e escolas, ação do Programa Vizinhança Segura, um dos 21 do governo municipal. Além da área de segurança urbana, a guarda também cuida de prédios do patrimônio público, coibindo depredações. O efetivo atual é de 563 profissionais.

CURRÍCULO

Lorecinda Ferreira Abrão é Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; acadêmica do curso de bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Especialista em Segurança Pública pela UFRGS e Especialista em Direitos Humanos pela Escola Superior do Ministério Público da União - ESMPU/UFRGS. Foi Coordenadora de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre/RS (2007-2008) e é Gerente do Programa Vizinhança Segura. Tem experiência em pesquisa ciêntífica, atuando principalmente nos temas: Direito Público e Direitos Humanos. Conquistou o 1º lugar na pontuação da Matriz de Evolução do Gerenciamento dos Programas (EGP) do Modelo de Gestão da Prefeitura de Porto Alegre em 2007 e 2008. No ano passado, foi uma das 15 gerentes de programas da Prefeitura selecionados para realizar o curso Competência no Setor Público, na George Washington University, nos Estados Unidos.

ENSINANDO PESSOAS COM AUTISMO A BRINCAR E A JOGAR

CURSO ENSINANDO A BRINCAR E A JOGAR E
PROMOVENDO O DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS COM AUTISMO

Brincadeiras e jogos com frequência são excluídos do dia-a-dia de crianças e jovens com autismo, ou acontecem de forma estereotipada. Entretanto, estas atividades fazem parte de um desenvolvimento normal e saudável, e podem ser ensinados, proporcionando prazer e desenvolvimento cognitivo. Esta é a proposta deste curso.

Data: 14 de março de 2009
Horário: 8h às 15h
Local: AMA-SP (Rua do Lavapés, 1123 esquina com Rua Luís Gama, 890. Bairro: Cambuci). São Paulo – SP
Mais informações:
Telefone: (11) 3376-4401
Site: http://www.ama.org.br

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS


EM 27 DE JANEIRO DE 1978 FOI PROCLAMADA A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS NA ASSEMBLÉIA DA UNESCO EM BRUXELAS.

Para refletir sobre essa data, publico trechos do artigo “Toaletes e Guilhotinas: a denúncia da crueldade com os animais por Ezio Flavio Bazzo” escrito pela Bióloga Ellen Augusta Valer de Freitas:

Ezio Flavio Bazzo é um escritor diferente, pois seus livros são encontrados na Internet, feitos de maneira quase artesanal e publicados de forma independente. Não há como traçar um estilo para suas obras, e deve ser esta a razão de não se tocar em seu nome nos centros literários. Cada livro é único, composto de mil estórias e confissões de viagens, mostrando de forma brilhante o ser humano da maneira como ele é. Uma biblioteca dentro de cada livro. Um acervo de milhares de notas de rodapé geniais.

Apesar de parecer triste à primeira leitura, ao se conhecer a obra do escritor, tem-se a idéia de uma forma bela de descrever a vida, reconhecendo a miséria humana e aceitando-a como parte do aprendizado, para quem tem a percepção da realidade.

Os livros são como uma espécie de literatura livre, onde não há compromisso com regras gramaticais, formalidades ou mesmo com o leitor. Há apenas a vontade de escrever. Portanto, aquele que leu apenas um livro de Ezio Flavio Bazzo não sabe o que são seus livros. E muita gente não continua a ler, pois vê a si próprio neles.

Pois o livro “Toaletes e Guilhotinas” fala de dois assuntos aparentemente divergentes, mas que têm muito em comum: a merda e a guilhotina. Além de um humor muito interessante, sobre a forma como lidamos com os excrementos, há a denúncia de que a humanidade possui em algum lugar de seus genes ou de sua psique um espírito sanguinário, que se empenha em construir mecanismos cada vez mais sofisticados para provocar o sofrimento alheio.

Sobre os animais, Bazzo escreve: “é desse fígado adulterado e canceroso que o patê (Foie Gras - em português: fígado gordo) da burguesia é feito. Oxalá lhe provoque pelo menos uma cirrose incurável ou uma Hepatite para vingar o martírio dos gansos. Quem visita uma dessas granjas fica impressionado com o desespero dos animais, que passam praticamente a vida toda sem sentir o gosto da comida. _ E os ecologistas? Perguntei-lhe. _ Não fazem nada. Pois o Foie Gras é para a França quase uma questão de Estado! O mesmo que o petróleo para os árabes e que o ópio para os birmaneses. A mim, esta pasta nojenta só revolta as tripas!”.

E o melhor de todos é o comentário sobre uma imagem de abatedouro de cavalos: “Mercado de Paris, 1900 - Abatedouro de cavalos”, que foi publicada no início deste texto.

Sem nenhum tipo de deboche, olhem atentamente para a boca, as narinas, as orelhas e o corpo inteiro do cavalo: ele emana mais (luz) e mais simpatia que todos os (matadores) que o distraem, que lhe tapam os olhos e que no momento seguinte arremessarão contra sua cabeça o golpe da marreta. Diante de uma dessas cenas, quem é que em sã consciência, consegue seguir confiando nos homens? Acreditando em suas leis? Dormindo a seu lado? Apesar de toda a demagogia humanista, não resta dúvidas de que os crimes cometidos nos abatedouros contra as aves, os porcos, as vacas e outros animais, é o mesmo que se comete sobre o cadafalso, nas cadeiras elétricas, nos postes e nos paredões contra os homens. A única aparente diferença está na racionalização que se desenvolveu sobre o assunto e na necessidade doentia e criminosa da humanidade em seguir massacrando as outras espécies”.

Os livros do escritor Ezio Flavio Bazzo podem ser encontrados no site:

VISÕES DA TERRA: ENTRE DEUSES E MÁQUINAS

VISÕES DA TERRA: ENTRE DEUSES E MÁQUINAS –
QUAL O LUGAR DA HUMANIDADE NO MUNDO QUE VIVEMOS?
Data: 12 de dezembro de 2008 a 31 de julho de 2009
Local: Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP). São Paulo - SP
Mais informações:

PORTAL ODM


NOVO SITE APONTA AVANÇO DESIGUAL NOS ODM

Brasil tem municípios com grande melhoria e outros com retrocesso nos Objetivos do Milênio; novo portal tenta levar metas às prefeituras

DAYANNE SOUSA
da PrimaPagina

Reduzir pela metade a pobreza extrema é uma das metas da ONU em que o Brasil evoluiu, como um todo. Mas, em 433 municípios, o que aconteceu foi o oposto: o número de pobres cresceu de 1991 a 2000 (últimos dados disponíveis sobre o tema). Esse tipo de desigualdade motivou a criação do Portal ODM, um site que vai acompanhar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) nos 5.564 municípios brasileiros. Os ODM são uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015 e que agora estão sendo adaptadas para os municípios do Brasil.


“As médias são perversas”, diz o coordenador executivo do Núcleo de Apoio a Políticas Públicas e um dos responsáveis pelo Portal, Sergio Andrade. “O Brasil avança na média, mas os problemas locais continuam”, acrescenta.


Exemplo disso é o município de Manari (PE) que, em 1991, tinha 87,8% da população vivendo com menos de meio salário mínimo, a linha de pobreza considerada pelo Portal para os municípios. Esse percentual de pessoas vivendo com menos salário mínimo cresceu e chegou a 89,99% em 2000. Manari é o município de mais baixo IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), uma adaptação do IDH aos indicadores regionais brasileiros. O pior desses casos é o da cidade de Palmares Paulista (SP), onde o número de pessoas vivendo abaixo do indicador de pobreza do Portal cresceu 153,6% no mesmo período. Ao todo 2769 cidades (das 5507 para as quais havia dados desse indicador até 2000) tiveram desempenho pior que o do Brasil como um todo.


Na outra ponta, mostra o portal, 11 municípios (todos do Rio Grande do Sul) conseguiram reduzir o número de pessoas na pobreza em 2000 para um quarto do que era em 1991. Paraí obteve o melhor desempenho com uma redução 81% dos habitantes que viviam com menos de meio salário mínimo.


Para reduzir essas discrepâncias, a equipe do site (que ainda funciona com limitações, mas deve entrar no ar nesta semana) espera inserir os ODM na agenda de governo dos prefeitos que assumem em 2009. Para Ana Rosa Soares, do PNUD, o portal marca uma nova fase de estímulo aos ODM no Brasil. “Hoje o governo federal já está bem envolvido, tem trabalhos importantes na área, mas queremos que os ODM sejam alcançados por todos, na esfera local”.


Adaptações


Alcançar as metas, porém, não é responsabilidade integral do município. A pobreza, como no caso de Manari, depende de outros fatores: “é uma questão estrutural do país que um município não resolve sozinho, mas ele também é um ator importante”, argumenta Sergio. “A ideia não é culpar um município por não alcançar uma meta da ONU, mas sim fazer com que ele progrida e que estabeleça sua própria meta”, afirma Ana Rosa.


Usar as mesmas metas para o governo de uma nação ou de uma pequena cidade pode parecer uma dificuldade, mas os idealizadores do Portal são unânimes em dizer que isto é possível. “A cidade é onde a vida acontece de verdade”, diz Luciana Brenner, coordenadora do Observatório de Indicadores de Sustentabilidade (Orbis). Para ela, a capacidade de mobilização, de apoio da população às ações de governo, torna-se maior quanto mais locais forem as ações.


Para reunir os dados, o Portal ODM fez uma seleção de índices que são compatíveis à realidade municipal e que têm relação com as metas. Cabe ao município compreender os desafios que lhes são mais pertinentes e até decidir se vai incluir outros dados, traçar outras metas próprias que vão de encontro aos ODM, explica Luciana. “O Portal traz o feijão com arroz para mostrar como os ODM estão e os municípios, para efeitos de planejamento, podem trazer mais indicadores”, acrescenta Sergio.

BOLETIM FSM 2009

BOLETIM FSM

Bem-vindo a Belém
Belém, a capital do estado do Pará, é privilegiada por sua posição estratégica no extremo Norte do Brasil e, por isso, considerada a principal porta de entrada da região Norte do país e da própria Amazônia. É a maior metrópole da Amazônia brasileira, com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes.

Veja o Guia de Belém para o FSM 2009:
O Fórum Social Mundial é um espaço de comunicaçao e intercâmbio. Milhares de jornalistas de toda as partes do mundo farão a cobertura do Fórum Social Mundial, publicando videos, fotos e notícias sobre um outro mundo possível.

Na FACOM (Faculdade de Comunicação da UFPA) existem cinco projetos de comunicação compartilhada: Fórum de Rádios, Fórum de TVs e Vídeo, Laboratório de Conhecimentos Livres, Ciranda e Belém Expandida. Todos os jornalistas e profissionais de mídia livre estão convidados a participar.

Alguns projetos de mídia que farão a cobertura especial do Fórum Social Mundial:
- Flame D'Afrique – http://flamme.panos-ao.org/ (notícias em francês)
- Foro de Radios – http://www.foroderadios.org/ (notícias via rádio)
- FSM info blog – http://openfsm.net/projects/fsm2009-info (clipagem de blogs e outras fontes digitais de informação)
- IPS terraviva – http://ipsterraviva.net/tv/wsfbrazil2009 (notícias, fotos e vídeos em inglês, espanhol e português)
- Networked Journalists – http://belem.bearstech.com/ (notícias, fotos e informações curtas)
- Portal Cultura – http://www.portalcultura.com.br/
- WSF TV – http://www.wsftv.net/ (site de vídeo para o Fórum Social Mundial)


Programação online: a melhor maneira de encontrar atividades

Devido às muitas mudanças na alocação das atividades, solicitada pelos proponentes, o programa impresso e a errata contém alguns erros.


A melhor maneira de se manter atualizado sobre a programação do FSM 2009 é fazer o download da planilha disponível neste link: http://tinyurl.com/fsm2009pt

A planilha pode ser vista em softwares como OpenOffice e Excel. Ao usar esta planilha, é possível filtrar as atividades por data, local, organização proponente, país ou tipo de atividade. Você também pode procurar por organizações, nomes de atividades, proponentes ou demais interesses específicos utilizando a busca destes softwares (geralmente CTRL+F ou CTRL+L, dependendendo do seu software ou língua).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SITE MAPEARÁ OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO

SITE MAPEARÁ OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO



Portal de monitoramento dos Objetivos do Milênio das 5.654 cidades do país será lançado durante Fórum Social Mundial realizado em Belém


Por Dayanne Sousa


O lançamento de um portal de acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) marcará a participação do Pnud e do Unicef no Fórum Social Mundial, evento anual de movimentos e organizações da sociedade civil que nasceu como contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Os ODM são uma série de metas socioeconômicas que os países da ONU se comprometeram a atingir até 2015. Durante o Fórum, serão discutidas formas de as metas serem incorporadas não só em nível federal, mas também pela administração dos municípios brasileiros.

No terceiro dia do evento, que ocorre em Belém de 27 janeiro a 1 de fevereiro, o Portal ODM será apresentado ao público. O site, que por enquanto conta com apenas algumas informações sobre as metas, reunirá índices sobre todos os 5.564 municípios do Brasil, o que permitirá saber o quanto falta para cada localidade atingir os ODM. Além disso, vídeos, artigos e notícias relacionadas aos Objetivos do Milênio poderão ser acessados pelo endereço. “O Fórum é o lugar ideal para a gente iniciar uma estratégia para incentivar ações locais em prol dos ODM”, afirma Luciana Brenner, uma das coordenadoras do projeto que deu origem ao portal.

O endereço será o primeiro a reunir dados de todo o país com foco nos ODM. Uma iniciativa do Pnud, o projeto é de responsabilidade do Orbis (Observatório de Indicadores de Sustentabilidade), programa do Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), apoiado pelo Fiep e Sesi Paraná. Participa também o Nós Podemos Paraná. As entidades já fazem um trabalho semelhante ao do novo portal, mas apenas com cidades do Estado do Paraná. O Unicef participa auxiliando na utilização do sistema de dados DevInfo, criado pela ONU para monitoramento dos ODM no mundo todo e agora adaptado para o Brasil.

Depois do Fórum, diz Luciana, que também é coordenadora executiva do Orbis, a rede de parceiros quer fazer visitas a várias regiões do país divulgando o portal para agentes sociais e membros do governo. Além de ensinar como acessar os dados, ela afirma que a equipe quer discutir as formas de adaptação das metas aos municípios e orientar a ação das comunidades por meio de treinamentos e material educativo.

O Fórum Social existe há oito anos para promover iniciativas em desenvolvimento humano e se contrapor a políticas que defendam exclusivamente o crescimento econômico. Este ano, o evento volta ao Brasil depois de ter saído de Porto Alegre para ser sediado na Índia e em países africanos. Desde 2001, o Fórum só deixou de ocorrer em 2008, quando se optou pela celebração de um Dia de Ação de Mobilização Global.


Fonte: Pnud, 26 de janeiro de 2009

CENTRAL DO TRABALHADOR PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

RN GANHA CENTRAL DO TRABALHADOR PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


A igualdade de oportunidades avança no Rio Grande do Norte. Na última sexta-feira (23), o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria Estadual do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), e a Associação dos Deficientes Físicos do Estado do Rio Grande do Norte (Adefern), firmaram parceria para implantar a primeira Central do Trabalhador voltada exclusivamente para pessoas com deficiência, que representam 17,5% da população do Estado, de acordo com o IBGE.

O projeto, pioneiro no país, ficará sediado no prédio da Adefern, na Zona Norte de Natal, onde a estrutura física já é adaptada ao atendimento de pessoas com deficiência.

O principal foco da Central será o treinamento para entrevistas de emprego e qualificação para o mercado de trabalho, feitas conforme a demanda do empresariado. Lá, também serão disponibilizados serviços de assistência social, psicológica e assessoria jurídica gratuita.

Segundo o presidente da Adefern, José Odon Abdon, a Central virá para solucionar o maior entrave para a inserção no mercado de trabalho dos portadores de deficiência: a ausência de qualificação profissional. "Com a Central, teremos direitos iguais no acesso ao trabalho", opina José Odon.

Na visão do titular da Sethas, Fabian Saraiva, a Central é uma ação concreta em prol da pessoa com deficiência que está fora do mercado formal de trabalho, pois permitirá uma qualificação profissional adequada, que em conjunto com o sistema de habilitação e reabilitação e os estímulos para as empresas, facilitará a sua contratação.

"Nosso objetivo é democratizar o acesso ao trabalho e dar o melhor emprego possível ao portador de deficiência, para que ele possa ser independente e conquistar seu próprio espaço", enfatiza o secretário.

Uma nova reunião vai ocorrer na próxima semana com o Sistema Nacional do Emprego (Sine) e a Adefern, para discutir formas de viabilizar a Central.

EXPOSIÇÃO “PAISAGENS NEURONAIS”


CICLO DE PALESTRAS DA EXPOSIÇÃO “PAISAGENS NEURONAIS”
Data: 28 de janeiro a 11 de fevereiro de 2009
Mais informações:
Site: http://www.casadaciencia.ufrj.br/Exposicao/paisagens/flyer_palestras.html

PESQUISA "O ENVELHECIMENTO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA"

PESQUISA "O ENVELHECIMENTO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA"


O CVI-AN, em parceria com a Associação Mais Diferenças, com o Centro Colaborador da OMS e com o Centro interdisciplinar de aprimoramento e pesquisa em envelhecimento; está desenvolvedo a pesquisa "O envelhecimento das pessoas com deficiência", com financiamento da SEDH/CORDE.

Esta pesquisa surgiu, a partir de uma série de questionamentos sobre as transformações no perfil da população com deficiência, principalmente, após a publicação dos dados do Censo do IBGE/2000, que constatou um aumento significativo da população com deficiência a partir dos 55 anos de idade.

Nesta primeira fase da pesquisa desenvolvemos um instrumento de análise das condições de envelhecimento das pessoas com deficiência, com base nos princípios da CIF/OMS. Porém, para a validação desse instrumento, precisamos realizar uma pesquisa piloto com 31 pessoas com deficiência, com idade a partir de 55 anos e com, no mínimo, 10 anos de deficiência.

Gostaríamos de solicitar a divulgação desta mensagem para que possamos encontrar pessoas com o perfil necessário para a pesquisa. Entendemos ser de grande importância a realização de trabalhos que possibilitem a ampliação das informações sobre o segmento das pessoas com deficiência, a fim de subsidiar a construção de políticas públicas que garantam a qualidade de vida dessa população.

Agradecemos antecipadamente a colaboração de todos (as),
Equipe do Projeto "O envelhecimento das pessoas com deficiência"

Mais informações com os membros da Equipe através de e-mail:
Naira Rodrigues: nrfono@uol.com.br
Fabiola Campillo: fabiola.fisio@uol.com.br
Heloisa de Nubila: hdinubil@usp.br

CONGRESSO INTERNACIONAL DE PROMOÇÃO DA SAÚDE


CONGRESSO INTERNACIONAL DE PROMOÇÃO DA SAÚDE
Data: 17 a 19 de março de 2009
Local: Hermosillo - Sonora. México
Mais informações:
Site: http://www.cips.org.mx

CURSO DE INFORMÁTICA PARA PESSOAS CEGAS

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSO DE INFORMÁTICA A CEGOS

As inscrições devem ser feitas na sede da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis): Rua Siqueira Campos, 1300/202, Centro, Porto Alegre, de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 13:30 às 17h, até o dia 20 de fevereiro de 2009.

Para fazer a inscrição é preciso comprovar o CID (Código Internacional de Doença), além da documentação do candidato. Havendo maior número de inscritos do que vagas, haverá sorteio.

AS AULAS

Usina (Avenida João Goulart, 551):

Turma 1
Início: 10 de março de 2009
Término: 23 de julho de 2009
Horários: terças e quartas-feiras, das 13h às 17h

Turma 2
Início: 12 de março de 2009
Término: 23 de julho de 2009
Horários: quintas e sextas-feiras, das 13h às 17h

Restinga (Rua Ricardo Leônidas Ribas, 75):

Turma 1
Início: 9 de março de 2009
Término: novembro de 2009
Horários: segundas-feiras, das 8h às 12h

Turma 2
Início: 9 de março de 2009
Término: novembro de 2009
Horários: segundas-feiras, das 14h às 18h


Mais informações:
Telefone: (51) 3289-1141
Site:
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/cs/default.php?reg=102362&p_secao=3&di=2009-01-26

domingo, 25 de janeiro de 2009

OFICINA INGRESSANDO NO MERCADO DE TRABALHO

OFICINA INGRESSANDO NO MERCADO DE TRABALHO
Data: 31 de janeiro de 2009
Horários:
OFICINA 1: Manhã (10h às 11:30)
OFICINA 2: Tarde (15h às 16:30)
Local: Avenida Padre Claret, 975. Esteio - RS
Mais informações:
Telefone: (51) 3033-3180
E-mail: cldusik@gmail.com
Site: http://claudiodusik.sites.uol.com.br